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Com apoio da prefeitura de Manaus, amazonense treina para voltar a ser campeão brasileiro

Quem sonha conquistar coisas grandes precisa fazer grandes coisas. A frase motivadora não intimida o amazonense Pablo Casado, 41, pelo contrário, são os objetivos mais difíceis que chamam sua atenção. E para isso ele conta com o “auxílio” de um gigante, o rio Negro. Ali, no Lago do Tarumã, ele rema em cima de sua prancha de Stand Up Paddle (SUP) e sonha em ser, novamente, campeão brasileiro.

Antes de contar como está a preparação para o campeonato brasileiro de SUP, no qual terá apoio da Prefeitura de Manaus, Pablo lembra que iniciou na modalidade após realizar gravação de uma série para o seu antigo programa sobre esportes não convencionais.

“Em gravação de uma série, em Fortaleza, para um programa esportivo que eu tinha, tive o primeiro contato remando com Stand Up Paddle. E logo eu percebi que onde eu morava, aqui em Manaus, nós temos o lugar perfeito para a prática dessa modalidade. Desde que eu subi a primeira vez na prancha nunca mais deixei de remar e me interessei pelas competições, as corridas de SUP, que chamam Stand Up Paddle SUP Race”, contou o atleta.

O amazonense vem se preparando desde o início do ano para o circuito brasileiro de Stand Up Paddle. Na primeira etapa, realizada na Bahia, ele foi campeão da prova de longa distância, de 12 km, e ficou em sexto na prova técnica no mar, sua maior dificuldade. Agora ele vai confiante para a segunda etapa do circuito, no Lago Paranoá, em Brasília, Distrito Federal.

“A expectativa para essa próxima etapa são as melhores possíveis, porque ela vai ser em Brasília, no Lago Paranoá, que tem uma condição muito parecida com o Lago do Tarumã, apesar de que lá venta mais, mas dependendo do dia pode ser que seja mais difícil que aqui. Nada se compara com o mar, que é minha maior dificuldade, pois eu não sou do mar, mas já estou trabalhando para melhorar nessa prova. Então eu tenho certeza de que eu vou vir com um bom resultado de Brasília”, comenta.

Com a imensidão do rio Negro a seu favor, Pablo conta com uma peculiaridade para realizar seus treinamentos diários de forma tranquila e adequada: um flutuante. Trata-se do Tribal SUP, localizado na Praia Dourada, Tarumã, zona Oeste de Manaus, onde utiliza para aluguel de pranchas de SUP e desenvolve seu projeto social com aulas de SUP para crianças ribeirinhas.

“Eu perdia muito tempo em colocar a prancha no carro, carregar e levar pra Ponta Negra. Era cerca de uma hora pra fazer esse processo. Então pensei que seria muito bom se eu tivesse um flutuante onde eu pudesse abrir e pudesse remar. Criei a Guarderia Tribal SUP, para poder ficar mais tempo na água. É como eu costumo dizer, para ser bom em alguma coisa você precisa fazer aquilo várias vezes”, diz.

Com mais de 10 anos de remo e cinco anos como atleta profissional, Pablo é campeão brasileiro master de sprint – categoria que está cotada para entrar nos Jogos Olímpicos. Ele conta com as instruções do tetracampeão brasileiro de SUP Race Luiz Guida e fala, ainda, como tem sido sua estratégia na preparação para as etapas da competição.

“Quando eu vou fazer um treino técnico, que exige mais técnica na remada, eu prefiro treinar pela parte da manhã, quando o rio está calmo, sem vento e com água parada. E quando eu preciso treinar minhas habilidades, que são fazer uma simulação das provas que eu vou encontrar fora daqui, prefiro remar num horário onde o rio está mais mexido, com um pouco mais de vento e com barco e lancha passando. Isso tudo deixa meu treino mais técnico e me prepara melhor paras outras provas que são as provas no mar”, explica.

As pranchas de competição são diferentes das usadas pelo praticante comum, elas são mais estreitas, longas e feitas de material diferente, como explica Pablo. “A principal diferença é o bico, a largura de meio e o material. Por exemplo, a minha prancha é de fibra de carbono e tem o bico mais fino, mais hidrodinâmico, ela tem o formato para cortar a água. É uma prancha onde você consegue um maior rendimento nela”, conta.

Pablo Casado tem alguns recordes ao remar, com mais de 1 mil quilômetros remados por ano, ele também participou da maior expedição de SUP do Amazonas, ao ir remando de Manaus para Parintins. Foram cinco dias remando, aproximadamente, 430 km. “Nessa expedição eu consegui ter o contato com a cultura do povo que mora na beira do rio, com a cultura do ribeirinho. E eu notei que o ato de remar está diretamente ligado com a nossa cultura. As pessoas nascem com o dom de remar, por causa das canoas”, avalia.

Apoio

Desde outubro do ano passado, quando a Secretaria Municipal de Juventude, Esporte e Lazer (Semjel) voltou a emitir passagens aéreas para apoiar atletas amazonenses, mais de 100 desportistas das mais variadas modalidades já foram atendidos, entre eles está Pablo Casado.

“Eu tenho treinado bastante. Estou muito focado no campeonato brasileiro. Em 2017 fui vice-campeão brasileiro e em 2018 eu tive algumas dificuldades e não consegui participar do circuito. Graças a Deus, 2019 começou diferente e consegui fechar um apoio expressivo com a Prefeitura de Manaus”, afirma.

O secretário da Semjel, João Carlos, destaca o compromisso da gestão municipal em incentivar os atletas amazonenses em competições de alto nível. “São mais de 100 atletas atingidos desde outubro do ano passado. Estamos satisfeitos com os resultados obtidos e seguimos as recomendações passadas pelo prefeito Arthur Virgílio Neto”, finaliza.

Foto – Nathalie Brasil / Semcom

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