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Com aumento nos casos de Zika, testes para gestantes passam a ser prioridade

Prefeitura assinala Dia da Gestante com roda de conversa sobre pré-natal e violência obstétrica

Entre janeiro e abril deste ano, triplicou o número de casos de Zika vírus notificados no Brasil. Foram 6,2 mil registros, alta de 289% em comparação ao mesmo período de 2022. Do total no país, 109 casos foram catalogados no Amazonas. Os dados do Ministério da saúde (MS) chamam a atenção para a importância de conhecer os meios de prevenção e saber identificar os primeiros sinais da doença, especialmente para a busca de um diagnóstico precoce.

O alerta é maior para as gestantes e pessoas acima de 60 anos, que, segundo o MS, são mais propensas a desenvolver complicações da doença. Vale lembrar que o país também viveu, entre 2015 e 2016, uma epidemia de Zika, ocasionando uma série de complicações em recém-nascidos, incluindo microcefalia.

O diagnóstico para o Zika vírus é clínico, feito por um médico. Já a confirmação se dá por meio de exames, como o de sorologia (IgG e IgM). “O exame de IgG pode identificar uma infecção anterior, estando assim a paciente imune a uma nova infecção, podendo ficar mais tranquila durante a gestação. Já o IgM + acusa uma infecção recente e atual, reforçando a importância de um pré-natal mais rigoroso no caso das gestantes”, comenta a médica ginecologista e obstetra Tássia Botelho. 

Ela diz que a doença costuma se manifestar de maneira similar a uma virose, por isso, é preciso avaliar o contexto com um profissional. “Para a maioria das pessoas, é comum ter dores no corpo, febre, dores nas articulações e vermelhidão na pele. Para diagnosticar, é preciso uma história detalhada do paciente, como possível exposição a locais com alta incidência da doença”, pontua.

Procedimento

Em Manaus, o teste IgG e IgM já pode ser encontrado até mesmo em farmácias, um avanço para tornar o diagnóstico mais acessível e rápido. Supervisora farmacêutica da rede Santo Remédio, Maria Eliza Pinheiro diz que o exame passou a ser ofertado após a demanda ser identificada junto aos próprios clientes da drogaria. “Com uma amostra de sangue, é possível verificar se há reação para anticorpos IgM e IgG contra o vírus da Zika. Não é preciso fazer jejum ou outro pré-procedimento para realizar o teste. Também não é necessário agendar horário. Basta ir a uma das drogarias que oferecem o teste rápido”, explica a profissional.

De acordo com ela, o resultado para o teste fica pronto em cerca de 15 minutos. O documento é validado com a assinatura e carimbo do farmacêutico que realizou o procedimento. O mesmo teste também já está disponível na rede de drogarias FarmaBem e o resultado (positivo ou negativo) pode ser apresentado ao médico para as orientações cabíveis. 

Prevenção e tratamento

A médica Tássia Botelho lista uma série de medidas que podem ser tomadas para prevenir a infecção pelo Zika vírus, especialmente no caso de grávidas. “Usar repelente é importante, mas algumas substâncias são contraindicadas para gestantes, por isso, é preciso ter atenção a esse ponto. Outra dica é preferir roupas de manga e usar preservativo nas relações sexuais, caso o parceiro tenha apresentado sintomas até três meses antes, já que a doença também pode ser transmitida sexualmente”, ressalta.

Ela lembra que o Zika vírus é contraído principalmente em ambientes urbanos, não apenas na zona rural. Como a doença é transmitida pelo mosquito Aedes Aegypti, outras maneiras de prevenir a doença são evitar criadouros do mosquito, a exemplo da água parada em caixas d’água, pneus, vasos e garrafas plásticas. 

“A doença não tem cura, então a orientação é esperar passar e tratar os sintomas com remédios para dores no corpo e febre. Os anti-inflamatórios não são indicados, em especial para gestantes. Também é indicado muito repouso e hidratação reforçada”, orienta.

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