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Com os povos indígenas no protagonismo da cena, projeto Corpos Amazônicos encerra atividades

“Não somos história. Vivemos o hoje, sem esquecer nossa ancestralidade”, afirmou Zelinda da Silva Freitas Neta, Ki’ã, do povo sateré-mawé, que vive na aldeia Sahu-Apé, no município do Iranduba, Região Metropolitana de Manaus. Ki’ã é uma das indígenas integrantes do projeto cultural “Corpos Amazônicos em Cena”, que entra na reta final e encerra suas atividades neste sábado, 1º de maio.

Durante um mês, “Corpos Amazônicos em Cena” promoveu mesas redondas, palestras, oficinas e uma série de apresentações com grupos de dança e música com a proposta de ecoar as vozes dos povos indígenas.

“Eu vejo esse evento como um meio, onde nós indígenas temos a oportunidade de falar e mostrar como vivemos, como nos sentimos. A dança é a arte que sustenta nossa cultura, os rituais e os cânticos. Está tudo interligado, e por meio desse projeto estamos mostrando como realmente somos”, comentou Ki’ã que integra o grupo de dança e música “Sahu – hyn Motim”.

Contemplado pelo edital Programa Cultura Criativa 2020 – Lei Aldir Blanc, lançado pelo Governo do Estado do Amazonas, por meio da Secretaria de Estado de Cultura e Economia Criativa (SEC), “Corpos Amazônicos em Cena” trouxe para o protagonismo os povos indígenas de diferentes comunidades de Manaus e municípios como Iranduba e Rio Preto da Eva. As atividades iniciaram no dia 25 de março.

Nesta sexta-feira, 30/4, no sábado, às 19h, retomam a cena, a cultura e a arte indígena representadas pelos grupos de dança e música “Beija Flor Tuyca e Tikuna”, do Rio Preto da Eva; Grupo de dança Mowatcha – Parque das Tribos (Manaus); e “Sahu – hyn Motim”, do povo Sateré-Mawé – Aldeia Sahu-Apé (Iranduba).

Também serão encenados os espetáculos “Mestiçagem/Megacitsem”, da Contém Dança Cia, e “Apoena – aquele que Vê longe”, de Francis Baiardi, na sexta e no sábado respectivamente. A transmissão acontece pelo Youtube, disponível no link http://bit.ly/corpoamazonico. Ao término das apresentações, todos os integrantes do projeto participarão de um bate-virtual sobre temas discutidos ao longo dessas últimas semanas.

Idealizado pela Contem Dança Cia, o projeto proposto pelo artista Magno Fresil é uma realização conjunta de indígenas convidados de diferentes etnias e comunidades, e conta com gestão da produtora cultural Francis Baiardi, multiartista e pesquisadora do corpo.

“Essa é uma proposta para um diálogo final e envolverá todos os participantes do projeto, todos que se envolveram, produtores, direções, artistas. São muitas questões que ainda precisam ser conversadas”, salientou Francis Baiardi.

Foto: Divulgação

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