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Como se destacar no atual mercado de “lives”

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Diretora da ARUNA Marketing, Priscyla Caldas sugere convidados e horários estratégicos para engajar o público.

O período de incertezas da “oferta e demanda” no mercado, consequência do isolamento em escala global, mexeu com diversos setores de trabalho. Enquanto áreas de serviço, como aviação civil, bares, restaurantes e construção civil registram quedas significativas, um novo campo de atuação, a live streaming, chama atenção pelo seu crescimento.

O “boom” mercadológico das lives vem desde 2011 com o Youtube, e posteriormente com o Facebook (2015) e o Instagram (2016) acompanhando a tendência. Plataformas como Twitch.TV e Mixer também chegaram com força no cenário, angariando mercados de nicho, principalmente a comunidade gamer. Apenas na Twitch, estima-se que mais de 15 milhões de usuários consumam diariamente os conteúdos da plataforma.

A popularização do live stream acompanha métricas como o alto consumo de vídeos online no Brasil — média de 19 horas semanais por espectador segundo pesquisa da Provokers —, e o grande número de acesso à internet no mundo — contemplando 51% da população, segundo relatório da Estado da Banda Larga 2019.

Para a diretora da Aruna Marketing, Priscyla Caldas, se destacar no “mercado de lives” é uma tarefa que exige três fundamentos: conteúdo bem direcionado, profissionalismo e inovação dentro da concorrência.

“O primeiro aspecto a ser observado é o conteúdo que está sendo dividido com os espectadores, pensando na relevância das informações diante do cenário atual, lembrando sempre que profissionalismo é a base e inovação é o diferencial. O conteúdo, com o tempo, vai associar sua imagem a uma ‘autoridade’ no assunto. Essa construção, entretanto, vai desde o seu histórico na vida pessoal, transmitida apenas para o meio online”, explica.

Priscyla também atenta para a importância de chamar convidados para as transmissões ao vivo. Segundo a profissional, lives compartilhadas geram mais interesse das pessoas, desconstruindo a imagem maçante de palestras e aulas, e elevando a um status de bate-papo, como uma conversa chamativa entre amigos.

Outro dado levantado por Priscyla é o número da audiência, repartida pela concorrência em razão do horário das transmissões. A diretora da ARUNA Marketing sugere que as lives comecem um pouco antes das 20h da noite, pico de espectadores, isso porque garante que um público recém-chegado e em potencial possa descobrir o conteúdo exibido.

“Devido a quarentena, a maioria das pessoas está na internet. A primeira tela, hoje em dia, é o celular, superando até mesmo a televisão. Com os celulares em mãos, esse público está buscando conteúdos diferentes para consumir nesse período, a exemplo de cursos, estudos e distrações no geral, como as lives. As pessoas estão com ‘tempo’, e gerar conteúdo para elas é interessante. Esse é o momento de fazer um trabalho bem engajado”, conclui.

Foto: Divulgação

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