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Concentradores de oxigênio são doados ao interior do Amazonas

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Ações articulada pela FAS, com apoio de empresas, ajudam a amenizar o sofrimento da população, principalmente em regiões mais remotas e com atendimento precário

A gravidade da situação no Amazonas, com o aumento do número de mortos diários por complicações da Covid-19, e a falta de oxigênio, que ainda atinge regiões do interior do Estado, mobilizaram a Fundação Amazônia Sustentável (FAS), ONG que, desde o começo da pandemia no Brasil, tem atuado para amenizar o sofrimento das populações indígenas, ribeirinhas e urbanas afetadas pela doença.

A mais nova ação da FAS na região foi a doação de concentradores de oxigênio (que auxilia a manter a saturação do paciente acima de 90%). Até o momento, 42 equipamentos já foram entregues (e outros oito estão sendo distribuídos), todos para o interior, onde a situação é mais grave. Outros concentradores estão sendo comprados por outros doadores e deverão ampliar o número de localidades atendidas com este importante equipamento. “Estamos focando o nosso atendimento principalmente em municípios do interior, onde as dificuldades são maiores”, afirma Virgilio Viana, superintende geral da FAS. Essa doação, feita com ajuda de empresas privadas, permite atender cinco pessoas com oxigênio por concentrador.

Os municípios de Nova Olinda do Norte, Iranbuba, Manacapuru são regiões prioritárias no momento. Em Iranduba (a 36 quilômetros de Manaus), por exemplo, já foram entregues um ventilador pulmonar, dois concentradores de oxigênio e insumos de ventilação para o Hospital Hilda Freire. Na ocasião, também foram doados três ventiladores pulmonares e diversos insumos para o tratamento de pacientes do Hospital de Campanha de Manacapuru. A ação teve apoio da Hivos e do programa “Todos pela Saúde” do Banco Itaú.

Para Nova Olinda do Norte (134 quilômetros da capital), foram enviados três concentradores de oxigênio, dois ventiladores, 2 mil máscaras descartáveis e 200 kits de higiene pessoal. O transporte dos equipamentos foi realizado com apoio do Grupo Americanas e do Greenpeace Brasil, e as doações articuladas em parceria com Hivos, Parceiros Brilhantes e programa “Todos Pela Saúde”. Segundo Narlandia de Oliveira Neves, enfermeira assistencialista e Coordenadora do Centro de Referência Covid-19 do município, o impacto do Covid-19 na região é significativo. “Os atendimentos diários dobraram desde janeiro. Estamos atendendo entre 100 e 180 pacientes por dia, sendo que 90% deles apresentam sintomas de Covid. Deste total, entre 10 e 20 pessoas por dia são diagnosticadas com o vírus”, afirma. “Os concentradores de oxigênio estão sendo fundamentais para o atendimento dos casos mais graves. Já tivemos 19 mortes por covid, mas nenhuma motivada pela falta de oxigênio”.

Além de Nova Olinda do Norte, os municípios de Parintins, Barreirinha, Itapiranga, São Sebastião do Uatumã, Eirunepé, Carauari, Apuí, Beruri, Maraã e Alvarães, todos no interior do Amazonas, também receberam concentradores de oxigênio doados pela Air Liquide, outra apoiadora da ação.

Essas ações complementam o trabalho da Aliança, grupo coordenado pela FAS que conta com mais de 110 participantes, entre empresas, entidades e governos do Brasil e do exterior e pessoas físicas, que está ajudando a população ribeirinha, indígenas e da região periférica de Manaus, desde o início da pandemia, com recursos financeiros e materiais para prevenção e combate ao vírus. Já foram doados mais de R$ 35 milhões, entre recursos financeiros e materiais, beneficiando mais de 330 mil pessoas.

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