Vencedora do Prêmio ABDE-BID em 2017, universitária mineira recebe convite para participar de projeto em universidade na Coreia do Sul. Nova edição do concurso tem inscrições abertas até 22 de junho

No Brasil, muito se fala da necessidade de participação democrática nas decisões tomadas por gestores públicos e legisladores. A sociedade cobra espaços de fala para manifestar seu posicionamento, suas sugestões e ser ouvida como parte importante para o processo de desenvolvimento do país. Mas, o que você faria se este espaço existisse? Para Larissa Vieira, universitária de 22 anos, esse espaço foi sim devidamente ocupado, com opinião e ação na hora certa! A janela de oportunidade, à qual Larissa não pensou duas vezes em abrir, foi o Prêmio ABDE-BID 2017 que deu a ela uma nova perspectiva sobre si mesma e a própria carreira. Ao decidir se inscrever e participar do concurso, ela mostrou que há um caminho para contribuição social e que os concursos e premiações País afora devem ser olhados com atenção.

Estudante de Relações Econômicas Internacionais da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), Larissa foi uma das vencedoras da edição 2017 do Prêmio ABDE-BID de artigos. “No início, não tive muita certeza de que poderia participar. Fui incentivada pelo meu professor João Prates Romero e, em uma semana, pegamos pesado para terminar o texto e inscreve-lo no concurso”, conta.

O artigo da estudante ficou em primeiro lugar na quarta edição do prêmio, na categoria Desenvolvimento em Debate. Intitulado “Estrutura Produtiva e Crescimento: uma análise comparativa de Brasil, Austrália e Canadá”, o texto fala da produção qualitativa de bens, para o crescimento do país e melhoria na divisão da renda per capita dos brasileiros.

Surpresa pela vitória, ela não tinha ideia das novidades que viriam a seguir. “Tudo foi muito intenso. Desde a publicação do meu artigo, passei a acreditar mais em mim”, explica. Larissa conta ainda que a repercussão dentro do campus foi grande e que passou a ser referência para colegas e professores, considerando a metodologia para construção do artigo e o tema tratado. Além de notoriedade em seu meio acadêmico e prêmio em dinheiro, o resultado também garantiu a ela o convite para a Sookmyung Women’s University, na Coreia do Sul, onde passará um mês estudando e participando de projetos acadêmicos.

Na avaliação da estudante, concursos como este da ABDE são importantes ferramentas para que todos possam contribuir com as pautas fundamentais que afetam todas as camadas sociais. “É uma chance de explorarmos mais o nosso potencial enquanto estamos nos preparando para a vida profissional. Uma possibilidade de crescimento, de ampliação de nossos interesses e de tornar materiais os nossos sonhos”, acredita.

O presidente da ABDE, Marco Aurélio Crocco, confirma a aproximação da entidade aos temas relevante para o país com a ampliação da participação da sociedade. “O Prêmio ABDE-BID é uma oportunidade para que os cidadãos sejam parte do diálogo travado entre especialistas de vários setores da economia e gestores públicos. Eles saem da condição de expectadores e passam a ser percebidos como agentes atuantes e contributivos para o processo de desenvolvimento do país. É uma alternativa viável para que técnicos, estudantes, empresários e representantes de vários outros segmentos sociais tenham contato com temas que dizem respeito à nação inteira. Espero que neste ano, tenhamos boas sugestões e análises, como a apresentada pela Larissa (Vieira), concurso de 2017”, comenta Crocco.

INSCRIÇÕES ABERTAS – A 5ª edição do Prêmio ABDE-BID de Artigos tem inscrições abertas até o dia 22 de junho. Ainda dá tempo. Organizado pela ABDE (Associação Brasileira de Desenvolvimento) e pelo BID (Banco Interamericano de Desenvolvimento), com apoio da Organização das Cooperativas Brasileiras (OCB), o concurso espera receber artigos acadêmicos sobre os temas: “Desenvolvimento em Debate”, “Parcerias Público-Privadas: Desafios e Soluções” e “Desenvolvimento e cooperativismo de crédito”.

Aberto a todos os seguimentos da sociedade, das universidades, a institutos de pesquisa e interessados sem vínculo com instituições, a premiação busca unir diversos setores em prol do desenvolvimento. O primeiro colocado em cada categoria do Prêmio ABDE-BID de Artigos 2018 receberá prêmio em dinheiro no valor de R$ 8 mil, certificado, publicação em livro editado pela ABDE e resumo na revista Rumos, além de homenagem em evento organizado pela ABDE. Os segundos colocados serão agraciados com todas as distinções e o prêmio em dinheiro no valor de R$ 4 mil.

A inscrição deve conter artigos que nunca tenham sido publicados em revistas ou livros, termo de autorização de uso e declaração de autoria – os modelos dos documentos estão no site www.abde.org.br. Os materiais devem ser enviados para o e-mail: [email protected] até 22 de junho de 2018.

A ABDE – A Associação Brasileira de Desenvolvimento (ABDE) reúne as Instituições Financeiras de Desenvolvimento presentes em todo o país – bancos públicos federais, bancos de desenvolvimento controlados por unidades da Federação, bancos cooperativos, bancos públicos comerciais estaduais com carteira de desenvolvimento, agências de fomento –, além da Finep e do Sebrae. Essas instituições compõem o Sistema Nacional de Fomento (SNF). A ABDE define estratégias e executa ações indutoras do SNF, tendo como meta constante o aprimoramento da atuação de seus associados, para que essas instituições financiem com eficiência o desenvolvimento brasileiro. Realiza cursos, produz estudos e representa as instituições em mesas de diálogo com organismos do governo, do setor produtivo e da sociedade.

O BID – O Banco Interamericano de Desenvolvimento tem como missão melhorar vidas. Criado em 1959, o BID é uma das principais fontes de financiamento de longo prazo para o desenvolvimento econômico, social e institucional da América Latina e o Caribe. O BID também realiza projetos de pesquisas de vanguarda e oferece assessoria sobre políticas, assistência técnica e capacitação a clientes públicos e privados em toda a região.

A OCB – No Brasil, o movimento cooperativista é representado oficialmente pelo Sistema OCB, com suas três entidades complementares: Organização das Cooperativas Brasileiras (OCB), Confederação Nacional das Cooperativas (CNCoop) e Serviço Nacional de Aprendizagem do Cooperativismo (Sescoop). O Sistema conta com uma unidade nacional e 27 estaduais – localizadas nas capitais de cada estado e também no Distrito Federal. Seu papel é trabalhar pelo fortalecimento do cooperativismo no Brasil. São focos diferenciados e, ao mesmo tempo, complementares. A soma de todas essas forças tem um importante objetivo comum: potencializar a presença do setor na economia e na sociedade brasileira.

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