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Conferência no Inpa mostra como negociar as tecnologias institucionais com as empresas

De 29 de junho a 01 de julho foram discutidos temas relacionados à inovação e empreendedorismo

Naritha Migueis – Ascom Inpa
Foto Fernanda Farias

“Como negociar tecnologias institucionais com o setor produtivo”. Este foi o tema de uma das palestras do último dia da 2° Conferência sobre processos Inovativos na Amazônia, realizada nesta sexta-feira (01), no Instituto Nacional de Pesquisas na Amazônia (Inpa). A palestra foi ministrada por Pascale Chaise da Veiga, do Escritório de Transferência de Tecnologia da Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (ETT/PUC-RS).

Veiga conta que o objetivo da palestra foi mostrar como é feito o processo de transformar as pesquisas em riquezas para a instituição. “O meu trabalho na ETT da PUC é fazer as transferências da tecnologia, tirar as patentes da gaveta e fazer com que essa tecnologia vire lucro. Isso é um processo complexo, por isso é importante a troca dessa matéria com os que estão começando os NITs aqui na Amazônia, como Amapá e Roraima”.

O trabalho que Pascale desenvolve é focado em comercializar a pesquisa. Ela conta com uma equipe técnica que auxilia o pesquisador a olhar a pesquisa como um produto, além de ajudar na proteção das patentes para depois o produto ser comercializado. “O motivo da minha apresentação é mostrar como enfrentar as dificuldades de lidar com cada empresa, pesquisa e tecnologia, que são diferentes”.

Em tempos de crise, é hora de mostrar que esse momento não para brigar por valores e sim conseguir consolidar a tecnologia no mercado. “As empresas estão fragilizadas. É preciso pensar não só na instituição, mas também em ajudar os novos parceiros. O momento não é de pensar em lucro”, ressaltou.

Para a coordenadora de Extensão Tecnológica e Inovação do Inpa e do Arranjo NIT da Amazônia Ocidental (Rede Amoci), Noelia Falcão, os três dias de evento tiveram “resultados ótimos”, com uma procura intensa e a presença de representantes do Acre, Roraima, Rondônia e Tefé (AM), além da presença de representantes de várias instituições, como a Fiocruz, parceira no evento. “É visível a empolgação dos participantes em disseminar e colocar em prática a propriedade intelectual”, revelou Falcão.

Para Falcão, o momento é uma oportunidade para se reinventar, verificar as prioridades para o trabalho. “E com o apoio total da direção do Inpa o trabalho consegue ser realizado”, contou a coordenadora da Ceti.

À tarde a programação do workshop continuou com outras duas atividades – a palestra “Investimento- anjo: o que é e como funciona? e a Oficina: O pitch como ferramentas de eficácia na captação de investimentos para Micro e Pequenas Empresas (MPEs), com palestrantes da Anjos do Brasil.

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