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Conheça as principais fraudes sofridas por promotores de crédito

No outro lado da moeda, correspondentes são prejudicados por golpes que prejudicam não apenas a atuação profissional, como também os bancos e os próprios clientes

Na hora do aperto financeiro, muitos clientes recorrem imediatamente ao banco em busca de empréstimos. No entanto, você sabia que o promotor de crédito pode agilizar o caminho para a liberação de crédito, o que facilita a quitação de débitos? Isso porque os profissionais atuam intermediando o contato entre banco e cliente, negociando taxas e melhores condições para o seu bolso.

Com as facilidades digitais, a profissão de correspondente vem passando por um momento de refreamento. No entanto, a atuação vem se atualizando a partir de inovações, como o Movimento Gigantes do Consignado que tem como objetivo transformar a maneira que os profissionais de crédito vêem o mercado.

“Nós ajudamos esses correspondentes a se reinventar nos seus negócios por meio da inovação e do desenvolvimento de Mindset. As estratégias vão de nível emocional até formas inovadoras de vender”, conta Yasmin Melo, criadora do movimento e especialista em assuntos econômicos e bancários.

A especialista conta que os promotores de créditos eventualmente são fraudados, o que torna a atuação ainda mais vulnerável. Yasmin Melo lista as três situações mais recorrentes de fraude e como evitá-las.

1. Autofraude: quando o cliente efetua o empréstimo e nega quando cobrado;

2. Em transações de portabilidade: nesse caso, quando a dívida (ou empréstimo) é levada de um banco para outro e o cliente e o cliente fecha negócio com uma outra operadora de crédito. Neste caso, a dívida vai para o correspondente ou para a promotora, ao invés do cliente;

3. Quando a solicitação é cancelada: seja porque o cliente alega ou a família usa o nome do cliente. Em ambos os casos o déficit vai para o correspondente

“O tomador de crédito pode fazer sem intenção ou ser induzido a tal, principalmente quando se trata de aposentados e pensionistas. Nesses casos de fraudes, os correspondentes se mostram os maiores prejudicados. Quando os correspondentes não possuem dinheiro em caixa para efetuar o pagamento da dívida indevida ou se cobra um valor injusto, muitos chegam a fechar as portas”, informa.

A defraudação ocorre, de igual forma, por influência de outros profissionais que atuam no mercado, especialmente na mediação. Nos casos de portabilidade, por exemplo, é transferida a dívida e algumas pessoas podem ser induzidas a fechar negócio em outro local oferecendo melhores taxas, relata Yasmin.

Como se prevenir?

A especialista indica que esse se mostra o grande desafio. Para se proteger de possíveis fraudes e desinformações por parte dos clientes, o correspondente bancário pode — e deve — registrar as assinaturas dos contratos com fotos. As operações digitais também vieram para minimizar o problema. Os aplicativos costumam pedir fotos ou digital, aumentando o rigor e respaldo ao correspondente.

Yasmin aponta ainda que para continuar um modelo saudável de mercado, é preciso reinventar o modelo de negócio dós promotores de crédito. “Foi por essa causa que idealizei junto a parceiros o Movimento Gigantes do Consignado, para manter esses nossos profissionais atualizados, atentos e ainda mais capacitados para atuar. A maior parte dos correspondentes não têm voz e não conseguem provar”, aponta.

A proteção da atuação dos promotores e a prevenção das fraudes ajuda não so os profissionais, mas também clientes e bancos. “Assim a gente consegue um modelo de negócio sustentável. Quando esse sistema roda bem, o cliente final vai estar satisfeito pois terá menos burocracia, os bancos terão menos déficit com fraudes e os correspondentes vão conseguir trabalhar com segurança novamente”.