Há uma abordagem comum estabelecida para o aumento das mamas entre os cirurgiões plásticos americanos. A maioria demora a abraçar práticas controversas e adotar novas tecnologias, embora o uso da matriz dérmica acelular esteja se tornando popular

Enquanto o debate continua sobre alguns tópicos, os cirurgiões plásticos americanos concordam sobre os principais aspectos das técnicas cirúrgicas para o aumento de mamas, incluindo o tipo de implante, o tamanho, a incisão e a localização da colocação do implante, relata um estudo, publicado no Plastic and Reconstructive Surgery®, jornal médico oficial da Sociedade Americana de Cirurgiões Plásticos (ASPS).

“Não existe uma única abordagem cirúrgica para o aumento das mamas, mas de acordo com a nova pesquisa, há um consenso sobre como realizar o procedimento entre muitos cirurgiões. Os autores do estudo observam que os cirurgiões plásticos têm sido lentos em adotar algumas novas tecnologias, muitas vezes, pela falta de percepção de evidências sobre a segurança ou eficácia dos mesmos”, afirma o cirurgião plástico Ruben Penteado, diretor do Centro de Medicina Integrada (CRM-SP 62.735).

Técnicas preferidas para o aumento das mamas

Os pesquisadores enviaram um questionário eletrônico a cerca de 5.000 cirurgiões americanos ativos para descobrir as tendências atuais e as controvérsias sobre a cirurgia de aumento das mamas. 1.067 cirurgiões responderam às perguntas, que, de maneira geral, apontaram as seguintes tendências:

· Tipo e colocação do implante: os cirurgiões preferem os implantes em forma circular ao invés dos que têm a forma de lágrimas. Eles também preferem os implantes de silicone com uma superfície lisa em vez de uma superfície provida de textura. De longe, a maioria dos cirurgiões prefere uma incisão sob o peito (inframammary) e coloca o implante “sob o músculo”, em bolsos submusculares parciais;
· Tamanho do implante: a maioria dos cirurgiões ainda conta com “pouca ou baixa tecnologia” para avaliar o dimensionamento dos implantes de silicone. Poucos utilizam as técnicas de imagem 3D recentemente introduzidas para o dimensionamento do implante. A faixa de tamanho do implante mais comum foi 300-350 ml;
· Enxerto de gordura: a maioria dos cirurgiões plásticos não utiliza rotineiramente o enxerto de gordura de outras partes do corpo nas mamas como uma técnica primária ou suplementar. Embora esta técnica tenha recebido maior atenção nos últimos anos, alguns cirurgiões expressam preocupações sobre a segurança e a interferência no rastreio do câncer de mama;
· Novas tecnologias: o baixo uso de enxerto de gordura e de imagens em 3D aponta um sentimento de cautela sobre a adoção de novas tecnologias. Uma exceção notável foi um biomaterial chamado de matriz dérmica acelular, que conta com grande aceitação para uso em cirurgias de revisão ou em procedimentos secundários de aumento de mama;
· Complicações: os cirurgiões plásticos geralmente concordam que as complicações mais comuns são as contraturas do tecido cicatricial ao redor do implante e a necessidade de uma cirurgia secundária.

O aumento das mamas é o procedimento de cirurgia plástica mais realizado nos Estados Unidos, com cerca de 280.000 procedimentos realizados em 2015. Nos últimos anos, várias novas opções e técnicas para o aumento das mamas foram introduzidas. O novo estudo fornece um “instantâneo” das técnicas utilizadas pelos cirurgiões plásticos americanos, bem como seus pontos de vista sobre as tendências e as controvérsias atuais.

“Os resultados mostram um consenso geral sobre muitos aspectos do aumento das mamas, incluindo a seleção do implante e das técnicas de colocação. As descobertas também sugerem que os cirurgiões plásticos tendem a ser conservadores em adotar as mais recentes técnicas, particularmente, se eles constatam falta de provas em termos de segurança ou eficácia”, destaca Ruben Penteado.

Ao revelar as práticas atuais dos cirurgiões plástico americanos, este estudo informa os pacientes sobre a corrente atual de cirurgiões e o estado atual da cirurgia de aumento das mamas. “A mamoplastia de aumento é um procedimento ainda em evolução. Os cirurgiões procuram continuamente usar técnicas comprovadas que proporcionam segurança e bons resultados para seus pacientes”, diz o médico, que é membro titular da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica.

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