Consumo consciente em várias frentes

Dos naturais aos não naturais muitas são as alternativas para se fazer o melhor uso dos recursos de forma consciente

*Nelson Volyk

Você sabia que a NBR 5410 proíbe o uso de tomada para ligar aquecedores de água elétricos e que essa conexão deve ser direta? E mais: existe uma análise técnica que mostra que, independentemente dessa proibição da norma de instalação, não se deve utilizar a tomada de 20 A em um chuveiro. Atualmente, a grande maioria dos chuveiros possuem consumo superior a 20 A, ou seja, também pelo consumo elétrico não se pode utilizar o plugue e a tomada.

Agora, outra pergunta: você sabia que ter esse entendimento também ajuda no consumo consciente dos recursos não naturais, que acabam influenciando nos naturais? Pois bem, para haver um consumo consciente devemos em primeiro lugar ter uma instalação segura e correta, dentro dos critérios da norma NBR 5410. Se a instalação está correta, a partir daí depende dos usuários a redução do consumo e, principalmente, evitar o desperdício. É esse o caminho.

Infelizmente, a teoria das normas brasileiras dos produtos nem sempre é seguida à risca. No Brasil são produzidos muitos condutores elétricos fora de norma que, na prática, significa um produto com menos cobre. Se tem menos cobre possuirá, consequentemente, menor capacidade de condução de corrente, o que resulta em perdas elétricas na instalação, gerando conta de energia mais alta. Além disso, se o produto está com menos cobre existe a grande chance de o PVC utilizado no isolamento não atender às expectativas, ressecando em curto ou médio prazo, ocasionando fuga de corrente. Caso o circuito seja protegido por DR começará a desarmar, pois também detectará essa fuga a terra.

O alerta com a qualidade dos produtos elétricos utilizados na instalação elétrica também deve ser observado nos disjuntores, tomadas e interruptores, sempre com o objetivo de não haver perdas elétricas desnecessárias e falta de segurança.

Mudança de hábito
Vamos analisar alguns pontos onde podemos modificar costumes para haver um consumo consciente. Em primeiro lugar, temos que ter em mente que quanto maior a potência elétrica de um equipamento, maior é o seu consumo. Por exemplo, um chuveiro com a resistência de 220V pode consumir 20,5 A se for de 4500 W; 29,1 A se for de 6400 W; e 34,1 A se for de 7500 W. Então, não significa que quanto mais potente melhor, afinal depende de nossa necessidade do uso. Um aquecedor de ambiente de maior potência aquece mais, mas consome mais e deixa a conta de energia mais cara também.

Outro exemplo. Um secador de cabelo de 2000 W para ser ligado em 127 V possui dois inconvenientes: consome mais energia em relação aos de menor potência e é fabricado com o plugue de 20 A, que por sua vez possui os pinos mais grossos que o de 10 A e não servirá em tomadas de uso geral. As inovações também auxiliam muito nesse processo de consumo consciente. Uma boa saída é trocar os aparelhos de ar condicionados antigos por novos de menor consumo. Outra é substituir um ar condicionado de janela por um aparelho Split com tecnologia inverter, bem como substituir os aquecedores de ambiente por resistência elétrica por aparelhos de ar condicionado Split inverter quente e frio. No verão se utiliza o ciclo frio e no inverno o quente, mas com menor consumo em relação aos aparelhos tradicionais. Além do conforto que as novas tecnologias trazem, o consumo de energia é bem menor comparado com opções mais antigas.

Afora as inovações tecnológicas para reduzir consumo, temos, ainda, as atitudes já conhecidas, como reduzir o tempo dos banhos, não deixar o chuveiro ligado sem uso, apagar a luz dos ambientes vazios, desligar a TV se não houver ninguém assistindo, trocar a borracha da porta da geladeira caso não esteja vedando perfeitamente, revisar a instalação elétrica e, caso o local fique muito tempo sem uso, retirar das tomadas os aparelhos elétricos que ficam em modo stand by.

O uso consciente da energia elétrica individualmente é percebido apenas na conta, mas para a sociedade é importantíssimo. Uma economia em massa faz com que se tenha menor geração de energia, poupando os reservatórios de água das usinas hidrelétricas, reduzindo a necessidade da utilização de usinas termelétricas que geram impacto ambiental e criando um cenário mais saudável ao planeta.

* Nelson Volyk é engenheiro eletricista e gerente de Engenharia de Produto da SIL Fios e Cabos Elétricos.

Perfil SIL
Uma das principais indústrias do Brasil na produção de fios e cabos elétricos até 1 kV (baixa tensão), a SIL é reconhecida pela seriedade na política de atuação e na relação com seus clientes e fornecedores. As metas e diretrizes honestas, somadas a iniciativas como avanços tecnológicos, rigoroso controle de qualidade, valorização profissional e respeito ao consumidor levam a empresa a conquistar a cada ano as mais importantes premiações do Brasil, confirmando a liderança da marca no segmento de fios e cabos elétricos. Instalada em uma área de 30.000 m² em Guarulhos (SP), possui equipamentos de última geração e capacidade instalada para processar 42 mil toneladas/ano de cobre. Atualmente, conta com 350 funcionários e 100 representantes em todo o País e acaba de completar 43 anos de uma história vitoriosa.