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Corecon-AM e Seduc definem implantação de Educação Financeira nas escolas

Em reunião realizada na última quarta-feira (15/01), o Conselho Regional de Economia do Amazonas – 13ª Região (Corecon-AM) e a Secretaria de Estado de Educação do Amazonas (Seduc) discutiram as bases do trabalho de ensino de Educação Financeira nas escolas no ano de 2020, atendendo às diretrizes da Base Nacional Comum Curricular (BNCC).

O Corecon-AM será responsável pela formatação de um projeto macro com o objetivo de trabalhar a educação financeira de forma transversal, aliada a disciplinas como geografia e matemática, por exemplo. Dentro desse contexto, a entidade formatará ainda um guia para ser distribuído nas escolas e para toda a sociedade. Além disso, o projeto prevê a capacitação de professores que serão responsáveis por ministrar o conteúdo em sala de aula.

“A educação financeira está diretamente relacionada à construção da cidadania. Em tempos de consumismo desenfreado, é preciso desenvolver o senso crítico dos alunos em relação ao consumo, ao desequilíbrio financeiro, à falta de planejamento, ao desemprego e seus efeitos. Esta é uma maneira de preparar crianças e jovens para o futuro, inseridos no contexto atual de forma a tomarem suas próprias decisões com responsabilidade”, afirmou o presidente do Corecon-AM, Francisco de Assis Mourão Jr.

“É preciso esclarecer que a Educação Financeira não é matemática financeira. Ela envolve dimensões comportamentais e psicológicas. Tivemos um retorno positivo do secretário de Educação, Vicente Nogueira, que afirmou que pode ajudar a trazer um profissional especializado para trabalhar esse contexto com os professores da rede estadual de ensino”, afirmou a conselheira Arlene Gomes de Sousa.

O projeto do Corecon-AM visa a formação da educação financeira para a sociedade em geral, sendo a implantação nas escolas o ponto inicial de um desenvolvimento macro. “O objetivo é construir algo que possa ser uma ação permanente do Conselho, que possa causar impactos econômicos e sociais. No futuro, poderemos medir o resultado dessa educação e avaliar questões como inadimplência, por exemplo, comparando com dados atuais para mensurar se há a formação de consciência cidadã de fato”, afirmou Arlene Sousa.

Foto: Divulgação