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Covid-19 – Doença gera rede de solidariedade de apoio ao Amazonas

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Doações incluem cilindros e usinas de oxigênio, insumos e teste rápidos, além de apoio na logística de transporte

Desde o início do recrudescimento da pandemia de Covid-19 em Manaus, o Amazonas conta com uma rede de solidariedade, com participação de hospitais privados, empresas e grupos solidários. O apoio soma-se aos esforços dos governos Federal e estadual nas ações de enfrentamento da doença neste momento da crise sanitária. As doações incluem cilindros e usinas de oxigênio, insumos e teste rápidos, além de apoio na logística de transporte.

Exemplo dessa rede de solidariedade são as usinas que estão sendo instaladas em Manaus e nos municípios do interior, parte delas doada ao Ministério da Saúde e governo do Amazonas por hospitais brasileiros e indústrias. Os hospitais Sírio Libanês/Fundação Itaú doaram cinco usinas e o Hospital do Coração de Barretos enviou mais duas. Dessas, duas foram colocadas em Manaus, nos hospitais Nilton Lins e Platão Araújo, propiciando a abertura de novos leitos clínicos e de UTI. O restante foi para os municípios de Tabatinga, Tefé, Lábrea, Eirunepé e Carauari.

O movimento SOS Amazonas, que reúne 10 coletivos e organizações sem fins lucrativos administrados pelo Instituto Ágape, arrecadou aproximadamente R$ 5 milhões, revertidos em cilindros e concentradores de oxigênio para os hospitais da capital. O movimento também doou três usinas geradoras do gás, duas já instaladas.

A União BR, movimento que reúne voluntários de todo o país, doou oito usinas que serão implantadas nos municípios de Itacoatiara, Alvarães, Barcelos, Santo Antônio de Iça, Codajás, Tapauá, Apuí e Urucará. Mais oito micro usinas (com capacidade para atender quatro leitos) foram destinadas aos municípios de São Paulo de Olivença, Amaturá, Tonantins, Jutaí, Iranduba, Pauiní, Tapauá, Novo Aripuanã.

Duas dessas usinas foram viabilizadas a partir da doação de uma obra de arte do artista plástico Eduardo Kobra, feita em um cilindro de oxigênio. A obra foi colocada em leilão e arrecadada por R$ 700 mil, que revertidos à União BR para a aquisição das usinas.

Todas essas doações estão ajudando na estratégia de dotar as unidades hospitalares de maior autonomia no abastecimento de oxigênio. No momento, a situação está equalizada, com um abastecimento médio diário de 86 mil metros cúbicos de oxigênio. Há a expectativa de atingir um estoque diário de 130 mil metros cúbicos, que dá maior margem de segurança ao abastecimento.

DEMAIS DOAÇÕES

Mais de 4 mil oxímetros e 60 mil testes rápidos baseados em antígenos foram doados pela Organização Pan-Americana de Saúde (OPAS) para o Amazonas. Os testes serão encaminhados, preferencialmente, para o interior do Estado, conforme orientação do Comitê de Crise formado pelo Ministério da Saúde, governo do Estado e prefeituras.

Além das doações de insumos e equipamentos, a OPAS vem atuando em parceria com o Ministério da Saúde e governo local em ações que envolvem capacitação de profissionais de saúde, contratação de técnicos para atuarem no Laboratório Central (Lacen) do Estado, além de apoio técnico na implementação do plano de imunização e na criação de rotinas automatizadas que possibilitam uma análise rápida de cenário, para tomada de decisão em tempo hábil.

Texto: Jacira Oliveira, especial para o Ministério da Saúde
Foto: Caio de Biasi/Especial para Ministério da Saúde

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