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Covid-19 – Escassez no mercado dificulta aquisição de itens utilizados no tratamento da doença no Amazonas

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O aumento no consumo de um único medicamento do kit entubacão chegou a 4.567% no Amazonas

A alta demanda por insumos, medicamentos, Equipamentos de Proteção Individual (EPIs) e outros itens utilizados no tratamento de pacientes com Covid-19, tem ocasionado escassez e dificuldades para aquisição dos suprimentos, tanto na indústria farmacêutica nacional, quanto no mercado mundial.

 

A Central de Medicamentos do Amazonas (Cema) tem caminhado com todos os procedimentos para a realização de compras públicas, mas esbarra na insuficiência no mercado de itens essenciais para o tratamento de pacientes internados, tanto em leitos clínicos, como nas Unidades de Terapia Intensiva (UTIs) da rede pública de saúde.

 

Entre os itens que apresentam maior alta na demanda, estão três bloqueadores neuromusculares utilizados no processo de intubação do paciente agravado de Covid-19. Um deles é o Atracúrio, que antes do início da pandemia apresentava consumo de 600 a 800 ampolas mensais. Com a disparada de casos graves de Covid-19 no estado, o consumo, entre dezembro de 2020 e janeiro de 2021, saltou para 28 mil ampolas mensais, um crescimento de 4.567%. O consumo do Amazonas já representa 54% do consumo nacional.

 

Bloqueadores musculares – A Central de Medicamentos do Amazonas (Cema) realizou edital de chamamento público nº 01.07/2021, aberto no dia dois de fevereiro, para viabilizar a compra emergencial do bloqueador muscular. A divulgação da empresa vencedora foi publicada no Diário Oficial do Estado do último domingo (14/02).

 

O Governo do Amazonas estima investimento de R$ 3.076.800 milhões para a aquisição 155 mil ampolas de Atracúrio, no intuito de garantir que o bloqueador neuromuscular não falte nas unidades da rede pública estadual de saúde. Diante da alta demanda pelo insumo, a indústria solicitou que a entrega fosse feita de forma fracionada.

 

“Essa indústria pediu o parcelamento, porque esse quantitativo solicitado pelo estado do Amazonas, representa mais de 50% de tudo aquilo que a indústria nacional possui em estoque. Essa realidade também tem acontecido com o Rocurônio, que é um outro bloqueador neuromuscular importante, sendo muito utilizado nas UTIs. A indústria farmacêutica pediu parcelamento e hoje o Amazonas está aguardando a produção do item. No caso do Pancurônio, a empresa vencedora da ata pediu o cancelamento, alegando encontrar dificuldades quanto ao fornecimento por parte da indústria farmacêutica”, detalhou Cláudio Nogueira, coordenador da Cema.

 

A remessa de 155 mil ampolas da Atracúrio será entregue dividida em três envios. A previsão é que a primeira entrega seja feita sexta-feira (19/02).

 

No último domingo (14/02), o Ministério da Saúde enviou ao Amazonas um lote com 5.325 ampolas de Atracúrio, que foram encaminhadas às unidades de saúde que tratam pacientes graves, que necessitam de intubação.

 

Em relação ao Rocurônio e ao Pancurônio, a Cema fez solicitação ao MS para envio de novos lotes dos insumos, diante do baixo estoque disponível.

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