Covid-19 – Povos da Amazônia acolhe população para imunização

Tradicional palco de manifestações folclóricas, inclusive durante as festas juninas, o Centro Cultural Povos da Amazônia (CCPA) se transformou num grande polo de combate ao novo coronavírus neste fim de semana. A “Bola da Suframa”, como é conhecida a área em referência à localização, foi um dos 57 locais disponibilizados pelo Governo do Amazonas e Prefeitura de Manaus para vacinação do público de 40 a 51 anos, no viradão de imunização contra a Covid-19.

Conhecido por reunir pessoas de diversas zonas e bairros no tempo de festas, o “CCPA” também concentrou hoje gente de toda a parte da cidade em busca da tão sonhada vacina. Jeremias Siqueira de Oliveira, 42, saiu do Mauazinho para se vacinar na “arena”. “Mas achei que aqui estava melhor, a demanda estava muito grande no Porto da Ceasa. Aqui o atendimento foi tranquilo, achei que ia demorar, mas foi rápido”.

Ele, a esposa e a enteada pegaram Covid-19. “Adoecemos, eu passei muito mal, mas graças a Deus consegui me recuperar e agora com a primeira dose posso me sentir mais seguro, minha família também”, disse Jeremias. “Me sinto gratificante”.

A professora Mônica dos Santos Vieira, 40, do Japiim também escolheu o CCPA para se vacinar. “Eu estou feliz por chegar essa vacina para a gente, perdi uma amiga muito próxima. Ela pegou a doença e não deu tempo, foi muito rápido. Fico muito feliz de tomar. Parece que vivemos um pesadelo, mas eu creio que vai acabar”, disse emocionada.

Moradora do Petrópolis, a assistente social Samara Andreoli de Paula também foi à “Bola da Suframa” para se vacinar. “É um momento histórico. A minha sensação é de alívio e ao mesmo tempo de pesar, pelas vidas que se foram, que não tiveram essa oportunidade de estar aqui neste momento. Eu estava contando em tomar a vacina só ano que vem, mas chegou a minha vez e estou muito grata. Vamos fazer a nossa parte para que a sociedade fique livre e a gente possa andar sem máscara, abraçar quem a gente ama”.

O comerciante Timóteo Miranda, 45, a esposa Raimunda Campos, 41, do N. S. do Perpétuo Socorro, Cidade Nova, também decidiram se vacinar nos ‘Povos da Amazônia’. “Nós viemos pesquisando, fomos lá em todos os lugares com filas grandes e aqui vimos que as filas estavam bem menores. O sentimento é de gratidão pelos cientistas e a todos que participaram dessa grande construção”.

FOTO: Thiago Corrêa/UGPE