As 2.264 crianças matriculadas na Escola SESI ‘Dr. Francisco Garcia’, no Distrito Industrial, zona Sul de Manaus, tiveram tratamento especial, como parte do projeto “Acolhendo com Alegria”, em seu primeiro dia de aula em 2015, nesta segunda-feira (26). A unidade, que recebe crianças do 4º mês de vida aos 6 anos de idade, na maioria filhas de trabalhadores do Polo Industrial de Manaus (PIM), é considerada uma das maiores creches do país.

Implantado com o objetivo de desenvolver ações específicas para acolher empresas, pais e alunos a cada início de ano letivo, o projeto está sendo desenvolvido desde 2010, e, a cada ano, vem se renovando e apresentando melhoria para as crianças, com um ambiente mais alegre e expressivo, utilizando músicas, brinquedos e principalmente, as habilidades dos profissionais da unidade SESI.

“As três primeiras semanas são de acolhimento mesmo, proporcionando às crianças e seus familiares um ambiente divertido, seguro e acolhedor em todos os sentidos, minimizando as dificuldades e os impactos da adaptação, deixando os pais mais seguros”, disse a gerente da escola, Maria Acilda Santos.

A professora do Maternal I, Maria Lia Oliveira, 49, há nove anos na Escola, disse que a cada ano é um aprendizado. “A atenção é sempre redobrada nos primeiros dias, pois a separação é dolorosa, tanto para as crianças quanto para os pais, e a adaptação deve ser bem trabalhada nesse momento de desligamento com a família. Essas crianças precisam da nossa atenção, brincamos, cantamos e fazemos o que podemos para que elas se sintam em casa”, disse a professora.

Com o coração apertado, Simone Batista, 28, mulher do industriário Jarlison Batista, 32, funcionário da Samsung, deixou o filho, Jarlison Juan, de 1 ano e 8 meses, pela primeira vez na unidade, e disse estar muito apreensiva com a adaptação do bebê, principalmente porque o mesmo ainda mama no peito, e não sabe como será sua adaptação daqui para frente. “Deixo meu filho aqui, pois preciso voltar a trabalhar. Tenho boas referências da escola e sei que ele ficará bem”, afirmou Simone, que ainda ficou observando o filho até ele se acalmar e “esquecer” que a mãe não estava mais a seu lado.

Para os pais que têm esse tipo de problema, a psicóloga da unidade, Mara Regina Tavares, aconselha que façam as primeiras ações em casa, criando aos poucos regras e horários para a amamentação, no início da manhã e no final da tarde, ou de acordo com o horários em que os bebês irão mamar após o início do ano letivo, até seu desmame total. Mara explica, ainda, que não é necessário cortar, mas sim incluir na rotina de amamentação, outros alimentos, para que essa criança ao chegar na creche não sofra tanto com as adaptações.

“Temos nutricionistas que irão trabalhar essas adaptações, mas sempre pedimos aos pais que tenham a consciência que essa criança vai para a creche, pois com a iniciação em casa, fica menos doloroso para ela se adaptar com as regras da escola, sem sofrimento prolongado”, explica a psicóloga em relação ao medo dos pais com a alimentação do seu pequeno.

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