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Curso em Humaitá aborda ácaro vermelho das palmeiras

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O município de Humaitá, localizado no sul do Amazonas, sedia, de 1º a 4 de março, curso sobre o ácaro vermelho das palmeiras (Raoiella indica), praga que pode atacar coqueiros, bananeiras, dendezeiros e outras diversas espécies de plantas, principalmente palmeiras. O curso tem como objetivo habilitar engenheiros agrônomos para emissão de Certificação Fitossanitária de Origem e Consolidada.

Durante os quatro dias de treinamento, profissionais de instituições como a Embrapa, Universidade Federal do Amazonas (Ufam), Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Secretaria de Estado da Produção Rural (Sepror), Conselho Regional de Engenharia, Arquitetura e Agronomia do Amazonas e Agência de Defesa Agropecuária e Florestal do Estado do Amazonas ministram aulas práticas e teóricas sobre o ácaro vermelho e sobre diversos temas relacionados à defesa sanitária vegetal.

Entre os assuntos abordados no curso estão as normas sobre certificação fitossanitária e trânsito de vegetais; trânsito de produtos e subprodutos vegetais no Amazonas; panorama da defesa sanitária vegetal no Amazonas; legislação fitossanitária vegetal e pragas quarentenárias; e aspectos gerais, classificação taxonômica, etiologia, sintomatologia, epidemiologia, monitoramento, ações de prevenção e controle do ácaro vermelho das palmeiras, além de aula de coleta, acondicionamento e encaminhamento de amostras para análise e identificação laboratorial, assim como todas os detalhes para emissão das certificações fitossanitárias.

O curso é promovido pela Adaf/AM, Sepror e Prefeitura Municipal de Humaitá. Conta com apoio do Mapa, Embrapa Amazônia Ocidental, Ufam, Cream/AM e Instituto de Desenvolvimento Agropecuário e Florestal Sustentável do Amazonas (Idam). A atividade acontece na sala de aula e laboratório no Campus da Ufam no município de Humaitá.

Ácaro vermelho das palmeiras
Registrado pela primeira vez no Brasil em 2009, em Roraima, o ácaro vermelho das palmeiras também já foi encontrado em estados como o Amazonas, Ceará e São Paulo. Oriunda do continente asiático, a praga chegou às Américas em 2004, na ilha de Martinica, de onde se espalhou para outras ilhas do Caribe e para países como o Brasil.

O ácaro tem grande poder reprodutivo e, na Venezuela e Flórida (EUA), tem alcançado níveis populacionais elevados, causando danos principalmente em coqueiros,aparentemente seu hospedeiro preferencial. Outras palmeiras, tais como açaí, buriti, pupunha e palmeira-areca, e heliconiáceas e strelitziáceas também são hospedeiras da praga, que já foi encontrada em mais de 90 espécies de plantas.

Embora minúscula – os adultos medem de 0,25 mm a 0,32 mm de comprimento – a praga é facilmente identificada a olho nu, pela sua cor vermelha intensa. Umalupa de bolso ou de laboratório, com pelo menos 10 vezes de aumento, porém, é mais apropriada para identificação. As plantas atacadas por esta praga ficam inicialmente com suas folhas amareladas e posteriormente ressecadas. Quando as populações estão altas, pode ocorrer ainda a morte de plantas jovens.

Para saber mais sobre a praga, origem, características e formas de controle, leia a publicação Dez Perguntas e Respostas sobre o Ácaro Vermelho das Palmeiras (http://ainfo.cnptia.embrapa.br/digital/bitstream/item/104349/1/125-1425-1-PB-DOC-49-elisangela.pdf), de autoria de Elisangela Gomes Fidelis de Morais e Denise Navia, da Embrapa, e de Manoel Guedes Corrêa Gondim Jr., da Universidade Federal Rural de Pernambuco.

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