O mês de conscientização sobre a importância da prevenção do suicídio, o chamado “Setembro Amarelo”, amplia o debate sobre esse tema sensível Esse é um fenômeno pouco compreendido e que pode afetar indivíduos de diferentes origens, classes sociais, idades e orientações sexuais. Não sabemos exatamente quem está suscetível. Nos dados apresentados chamou atenção o alto número entre jovens de 15 a 29 anos que tiram as próprias vidas. Essa é uma triste experiência, como relata a estudante de 19 anos, Ludmilla Almeida.

“Tive amigos que cometeram suicídio por não ter com quem conversar ou pelos pais acharem que aquela tristeza não era nada. Já tive de ligar para a mãe de uma amiga e explicar a gravidade da situação antes que algo ruim ocorresse. Então é claro que pensei em cometer também, mas a força que recebi da minha família sempre me impediu de cair nesse poço sem fundo”.
Apesar disso, existem formas de perceber os sinais de quem perdeu a vontade de viver e ajudar quem está em uma situação como essa, como explica o coordenador Nacional de Saúde Mental do Ministério da Saúde, Quirino Cordeiro.

“O indivíduo que diz que quer cometer suicídio, que a vida não vale mais a pena, que ele está cansado de viver ou às vezes a mensagem vem de maneira mais velado, com o indivíduo podendo falar, por exemplo, que gostaria muito de dormir e não acordar mais. Então sempre que a gente está diante de uma situação em que você tem indícios da presença de transtorno mental, como depressão, por exemplo, é sempre importante que a família atente para isso busque conversar, acolher o indivíduo, vá com indivíduo buscar um tratamento apropriado, um profissional da área da saúde em especial profissional da área de saúde mental”.

Para reduzir o número de mortes por suicídio, desde 2017, o Ministério da Saúde tem organizado ações estratégicas. Isso resultou na criação de um chamamento público, que começa em outubro, para a realização de projetos que tenham foco na prevenção ao suicídio dentro do Sistema Único de Saúde. E se você está passando por problemas e não tem com quem conversar sobre isso, é possível ligar para o Centro de Valorização da Vida, pelo número 188. O CVV é um serviço tem atendimento voluntário e gratuito, 24 horas todos os dias.

Reportagem, Janary Damacena.

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