© Valter Campanato/Agência Brasil

A ministra da Mulher, Família e Direitos Humanos, Damares Alves, afirmou, na noite desta quinta-feira (3), que não se arrepende de ter dito que “menino veste azul e menina veste rosa”.

Segundo a ministra, que deu entrevista ao canal de notícias GloboNews, a declaração foi uma metáfora utilizada para rejeitar políticas de “ideologia de gênero”.

“Foi uma metáfora. Nós temos no Brasil o ‘Outubro Rosa’, que diz respeito ao câncer de mama com mulheres, temos o ‘Novembro Azul’, que é com relação ao câncer de próstata com o homem. Então quando eu disse que menina veste cor de rosa e menino veste azul, é que nós vamos estar respeitando a identidade biológica das crianças”.

No vídeo, que viralizou nas redes sociais e chegou aos assuntos mais comentados no Twitter, Damares está rodeada de apoiadores, no que parece ser a cerimônia que a empossou como ministra do atual governo, realizada na quarta-feira (2). No momento da fala, Damares pede a atenção do público e diz que está sendo implantada “uma nova era no Brasil”.

“Atenção, atenção! É uma nova era no Brasil. Menino veste azul e menina veste rosa! (aplausos)”

Na entrevista à GloboNews, a ministra também comentou outros assuntos que estarão sob o guarda-chuva de sua pasta. Sobre possíveis alterações nas políticas públicas para a população LGBTI, Damares garantiu que nenhum direito adquirido será retirado dos cidadãos.

“Nenhum direito adquirido vai ser violado pelo governo Bolsonaro, que isso fique claro. O homossexual já pode adotar uma criança. Qualquer pessoa acima dos 21 anos pode, desde que tenha 16 anos de diferença do adotante para o adotado, então isso é direito adquirido”.

Outra polêmica que envolve a gestão de Damares à frente do ministério da Mulher, Família e Direitos Humanos está no projeto conhecido como “Estatuto do Nascituro”. A proposta, que tramita na Câmara dos Deputados, abre a possibilidade da criação de um auxílio financeiro para mulheres que decidirem não interromper a gravidez, mesmo vítimas de estupro. O projeto foi apelidado de “bolsa estupro”.

Antes de tomar posse como ministra, durante o governo de transição, Damares havia defendido a proposta. No entanto, na entrevista à GloboNews, ela descartou definitivamente a ideia de aproveitar o projeto.

Reportagem, João Paulo Machado

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