Audiência faz parte das discussões para a criação de um comitê intersetorial e interdisciplinar de prevenção e combate ao suicídio

A realização de uma audiência pública para colher fatos concretos sobre suicídio foi o principal encaminhamento resultante da segunda reunião para a criação de um comitê intersetorial de prevenção e combate ao suicídio no Estado. O encontro entre a Defensoria Pública do Estado do Amazonas (DPE-AM), movimentos sociais e profissionais da saúde mental e da educação foi realizado na tarde da última segunda-feira, dia 03, na sede da DPE.

Ficou decidido que a audiência pública será realizada no próximo dia 17 de dezembro, às 14h, no auditório da unidade da DPE da Rua 24 de Maio, 321, Centro, onde devem estar presentes professores, pais de alunos, movimentos sociais e profissionais da saúde mental.

O objetivo da audiência pública será colher relatos sobre casos concretos que possam instruir os trabalhos da Defensoria Pública e a constituição do comitê. “Acredito que a audiência vai nos trazer uma orientação melhor sobre a nossa atuação. Então, os demais pontos, como a criação do comitê propriamente dito e a implantação do CVV (Centro de Valorização da Vida) em Manaus, por exemplo, ficaram para depois da audiência pública”, explicou o defensor público Arlindo Gonçalves, responsável pela Defensoria Pública Especializada na Promoção e Defesa do Direitos Relacionados à Saúde.

O defensor público informou ainda que a Defensoria também fará requisições de informações para obter os indicadores de suicídio junto às secretarias de Saúde, Educação, municipal e estadual, e de Segurança Pública.

A primeira reunião para discutir a criação do comitê de prevenção e combate ao suicídio foi realizada em novembro na Assembleia Legislativa do Estado (ALE), quando ficou definido que os encaminhamentos serão capitaneados pela Defensoria.

“O objetivo do comitê será propor políticas públicas de prevenção e combate ao suicídio, fomentar pesquisas a respeito do problema, desenvolver ações e apoiar movimentos sociais nesse sentido”, esclarece o defensor Arlindo Gonçalves.

Uma das participantes das discussões em torno da criação do comitê, a psicóloga da Secretaria de Estado da Saúde (Susam) Arminda Guimarães Rodrigues, os profissionais da saúde mental e da educação estão se articulando porque têm observado a questão do suicídio é uma problemática crescente e preocupante, tanto as tentativas, quanto a efetivação do suicídio.

“E há muitos casos entre os jovens. Não só no Amazonas, como no Brasil inteiro, esses números estão crescendo. Então a ideia, dada a complexidade do problema, é a gente fazer um trabalho intersetorial e interdisciplinar para se aproximar da compreensão desse fenômeno e tentar criar ações, estratégias, organizando junto com as instituições públicas de controle social, junto com as secretarias de Educação, Saúde, Ação Social e Cultura, o que é possível fazer para criar intervenções consistentes e permanentes”, afirmou.

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