A Defesa Civil do Amazonas, por meio do Centro de Monitoramento e Alerta (Cemoa), vem acompanhando as alterações de subida e decida dos níveis dos rios nas calhas do estado, com base nos dados repassados dos órgãos oficiais de hidrologia e meteorologia: Agência Nacional de águas (ANA), Companhia de Pesquisa de Recursos Minerais (CPRM), vinculado ao Serviço Geológico do Brasil, e Sistema de Proteção da Amazônia (Sipam).

“Com base nessas informações coletadas através dos órgãos parceiros, nós coletamos os dados diariamente, monitoramos os níveis dos rios e estipulamos os níveis críticos para as calhas de municípios. Nós repassamos essas informações aos municípios para que o secretário municipal possa, junto com o prefeito, tomar algumas medidas na área de Atenção, se for o caso, ou na área do Alerta”, ressaltou o chefe do Cemoa, Charles Barroso.

De acordo com o monitoramento, estão em status de Atenção quatro calhas: Alto Solimões, Médio Solimões, Madeira e Baixo Amazonas, e duas em Alerta: Purus e Juruá.

Precauções – A emissão do informativo de Alerta visa subsidiar as defesas civis municipais na tomada de decisão e gerenciamento dos riscos que a inundação poderá causar e permitir preventivamente a preparação das populações de áreas urbanas e rurais para os possíveis impactos que afetem a qualidade de vida dessas populações e as tirem da normalidade social.

As pessoas perdem moradia, sofrem com doenças, serviços básicos são comprometidos, a pecuária e agricultura são bastante afetadas, resultando em enormes prejuízos econômicos e sociais.

Segundo o secretário executivo da Defesa Civil do Amazonas, tenente-coronel Francisco Máximo, o órgão tem promovido várias reuniões interinstitucionais, visando articular apoio para as possíveis ações complementares demandadas pelos municípios.

Ele explica que o status de Alerta tem caráter preventivo e não configura uma afirmação que haverá uma grande enchente, pois dependerá de vários fatores climatológicos externos que poderão influenciar no aumento de precipitação nas cabeceiras dos rios.

“Quero deixar claro também que não temos como afirmar, no dia de hoje, que teremos a maior enchente e que ela provocará inundações em diversos municípios. Mas temos sim uma grande probabilidade, face à subida dos rios e à postura em que esses rios se encontram no dia de hoje. Essas principais calhas que nós mencionamos, do alto Solimões, Juruá, Madeira, do Purus, apresentam níveis bem elevados, se considerarmos a última marca histórica. Isso nos remete a uma preocupação, que nos traz a necessidade de fazermos um planejamento e buscarmos as alternativas viáveis para atender as possíveis necessidades dos municípios”, enfatizou o titular da Defesa Civil do Amazonas.

Segue abaixo a lista de municípios em alerta e atenção por calhas:

Calha do Purus: Canutama, Lábrea, Tapauá e Beruri – Alerta
Calha do Juruá: Guajará, Eirunepé, Ipixuna e Itamaraty – Alerta
Calha do Alto Solimões: Tabatinga, Benjamin Constant, São Paulo de Olivença e Atalaia do Norte – Atenção
Calha do Madeira: Humaitá, Novo Aripuanã, Manicoré e Borba – Atenção
Calha do Médio Solimões: Coari, Fonte Boa, Tefé e Jutaí – Atenção
Calha do baixo Amazonas: Parintins, Barreirinha, Urucará e Boa Vista do Ramos – Atenção

FOTOS: CLÁUDIO HEITOR/SECOM

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