Operação Lava Jato

O senador Eduardo Braga (PMDB) já foi citado na delação premiada do ex-executivo da Camargo Corrêa e da Odebrecht Arnaldo Cumplido. Segundo o delator, Braga recebeu R$ 1 milhão quando era governador do Amazonas, relativos à construção da Ponte do Rio Negro.O político também é investigado pelo Supremo Tribunal Federal (STF) em inquérito que apura corrupção passiva, ativa, lavagem de dinheiro e advocacia administrativa.

Ele conta que passou a ser diretor de projetos de infraestrutura nacional da empreiteira em 2009 e, ao assumir o cargo, recebeu informações de outros executivos sobre um “ajuste” de favorecimento financeiro a Eduardo Braga. Segundo ele, os trâmites ocorriam desde o início da construção da ponte, em 2007.

De acordo com o delator os pagamentos eram feitos por meio de uma construtora subcontratada. “As informações foram que havia ajuste e que esses pagamentos eram feitos via uma subcontratada chamada Construtora Etam, uma construtora da região. O responsável por ela era o senhor Eládio Kameli. Não sei se era proprietário. Ele era o que estava no contrato. Essa empresa eu acho que (…) era uma subcontratada e depois ela virou uma cessionária. Eu acho que parte do escopo saiu e passou para ela diretamente”, disse o delator.

Durante os depoimentos, Cumplido informou ainda que esteve em contato com o ex-governador três vezes, para tratar sobre imprevistos na obra, que necessitava de um aditivo de mais de 50% do valor da obra da ponte.

O ex-executivo da Camargo Corrêa não soube precisar períodos de repasse de verbas, como funcionavam os esquemas de pagamento, motivos e nem valores.

O senador emitiu uma nota negando tudo e considerou absurda essa declaração

Braga disse ainda que defende que as investigações sejam aprofundadas, em respeito à Justiça e ao compromisso de restabelecer a verdade dos fatos.

O político falou também que nunca autorizou ninguém em nome dele, ou em nome do governo dele, a solicitar qualquer tipo de benefício financeiro ou pessoal. Ele diz ainda que obedeceu rigorosamente todas as condições do contrato original e que confia em Deus e na Justiça para que tudo seja esclarecido.

Por telefone, o dono da empresa Etam informou que os contratos com o governo são totalmente legais e que nunca existiu repasse de propina. A companhia informa ainda que a obra prestada pela empresa para o governo foi totalmente legal e que espera que tudo seja esclarecido.

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