Mais de 70 idosos foram atendidos pela DPE-AM em ação durante três dias destinada a marcar o Dia Mundial de Conscientização e Combate à Violência contra a Pessoa Idosa

Aos 78 anos de idade, mãe de 14 filhos, dona Amélia (nome fictício), procurou o posto da Defensoria Itinerante da Defensoria Pública do Estado do Amazonas (DPE-AM) para pedir ajuda, pois não recebe de nenhum dos filhos qualquer tipo de apoio, além do recebimento da aposentadoria no banco. “Não tenho condições para ir no supermercado fazer compras e os dois netos que crio não conseguem me ajudar”, disse ela, no atendimento no Centro Integrado de Proteção e Defesa da Pessoa Idosa.

Dona Amélia foi uma das 27 pessoas atendidas ontem, no último dia do evento em comemoração ao Dia Mundial de Conscientização e Combate à Violência contra a Pessoa Idosa, ocorrido na sede do Centro Integrado, onde funciona também a Delegacia Especializada em Crimes Contra a Pessoa Idosa (DECCI), no bairro Parque 10 de Novembro, zona centro-sul.

Ela conta que cria dois netos, de 17 e 14 anos, mas eles não conseguem fazer as compras que necessita e por isso reclama do abandono dos filhos. “Nenhum deles tem coragem de ir me dar uma xícara de café”, lamentou a idosa, que mora no bairro Campos Sales, zona norte, onde há um elevado índice de violência, fator de preocupação dela, que espera por uma providência para obrigar os filhos a dar uma assistência maior a ela.

Quem procurou o posto da Defensoria Itinerante também foi um casal, ele com 76 e ela com 72 anos de idade. O motivo é a perturbação causada por uma filha usuária de drogas que está transformando a vida deles num inferno, pois tem surtos e fica agressiva. Após fugir da internação em uma clínica de tratamento, paga pelos dez irmãos, ela voltou para casa e mesmo prometendo sossego aos idosos, não recebe mais crédito. “Alguém precisa nos ajudar e tirar ela de lá porque quando usa drogas fica violenta demais e não temos como nos defender”, disse a idosa, acompanhada do filho mais novo.

Também entre os atendimentos feitos pela Defensoria Itinerante, houve muitos casos como dona Etelvina Santos de Souza, 75, que conseguiu retirar a segunda via da Carteira de Identidade. “Tive muita dificuldade para tirar a segunda via, mas este serviço me ajudou a resolver o problema” explicou a idosa.

Os assistidos receberam as orientações necessárias para suas demandas.

(nome fictício visa proteger a identidade da denunciante)

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