Em seu primeiro pronunciamento na Assembleia Legislativa do Amazonas (ALE-AM), nesta quinta-feira (5), o deputado estadual Adjuto Afonso (PP), que inicia o quarto mandato, externou a sua preocupação com a questão da cheia dos rios no interior, que já atinge algumas regiões do Estado do Amazonas, como as calhas do Madeira, Purus e Alto Solimões, já em alerta pelo volume de água. Ele ressaltou que os deputados têm a obrigação de acompanhar as ações do governo que devem ser realizadas através da Defesa Civil.

“Cada deputado representa uma região onde foi bem votado, então, cada deputado tem a obrigação de cobrar e acompanhar as ações do governo. Não tivemos uma experiência muito boa no ano passado, o governo socorreu, mas precisamos nos antecipar e saber de que forma a Defesa Civil está acompanhando essa enchente, seja na região do Púrus, na região do Madeira, na região do Solimões ou na região do Juruá. Em cada rio desses já tem dois ou três municípios em alerta, como por exemplo, Boca do Acre, Pauini e Lábrea, no Purus, que são os municípios mais próximos da cabeceira; da mesma forma Tabatinga, no Solimões; Eirunepé, no Juruá; e aqui no Madeira, os municípios de Humaitá e Manicoré. É, portanto, uma preocupação que deve ser de todos nós deputados, que a gente acompanhe e que possamos viajar aos municípios mais atingidos”, disse.

Economia e dívida social

O deputado destacou que uma das maiores consequências é o fato da população atingida perder a sua produção, seja pecuária, criação ou plantação, tendo em vista que tal produção, em sua maioria, serve de subsistência própria. “Nós já temos uma dívida social muito grande com o povo do interior, temos uma economia centralizada aqui e não temos nada no interior. Então, se a pequena economia dessa população, uma economia familiar, e o que sobra pra vender ainda se perde, de que forma essas pessoas serão compensadas? Pela experiência que nós temos ainda estamos no começo de fevereiro e os rios vão encher até abril, certamente já tem muita cidade aí pedindo socorro”, falou o deputado.

Os deputados Augusto Ferraz (DEM), Francisco Souza (PSC) e Serafim Corrêa (PSB) parabenizaram o deputado Adjuto Afonso pelo pronunciamento e iniciativa de trazer essa responsabilidade também para a Casa Legislativa.

Bloco independente

Em entrevista, o deputado foi questionado sobre a questão do “Bloco independente”, e explicou que o fato se configura apenas como divisão de tempo partidário, uma espécie de proposição, e que ainda está processo de definição. A divisão seria da seguinte forma: se um bloco tem 25 minutos de tempo, e se todos os 5 deputados do bloco se pronunciarem, o tempo será dividido de 5 e 5 minutos. Porém, se apenas um deputado de determinado bloco se pronunciar, ele poderá ocupar todo o tempo determinado. O deputado deixou claro que os blocos não tendem à divisão entre oposição e situação, que é apenas uma questão de aproveitamento de tempo.

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