O pregão eletrônico 188/2019 para aquisição de 116 mil itens de refeição preparadas para atender as demandas de buffet em eventos do Governo do Amazonas chamou a atenção do deputado estadual Wilker Barreto (PHS). O projeto básico da ação, marcada para ocorrer nesta segunda-feira (22), traz como itens essenciais, caranguejos, peixes, massas, bacalhau e salgadinhos que serão servidos em café da manhã, brunch, coffee break, coquetel, jantar, desjejum e almoço.

Ao constatar as informações no portal e-Compras, pertencente ao Governo do Amazonas, Wilker fez uma transmissão ao vivo pelas redes sociais, na noite da última quarta-feira (17), para denunciar o que classificou como escárnio. “Esses 116 mil itens com certeza vão render alguns milhões para o bolso do governo. No momento em que vivemos, de categorias pedindo reajustes salariais, o governo não pode sair gastando. Isso é brincadeira. Faço um apelo aos órgãos de controle. Se esse pregão se concretizar, isso será uma ofensa, um tapa na cara do povo do Amazonas. Isso é um escárnio, não cabe mais na política de quem apenas diz que faz a política do novo”, alertou.

Em fevereiro, o líder da minoria no Parlamento Estadual criticou o gasto de R$ 1,2 milhões em aquisição de buffet para a Secretaria da Casa Civil. Na época, o oposicionista pediu que a contratação da empresa de alimentos fosse cancelada e o valor fosse destinado à saúde, que enfrentava os primeiros dias de crise. “Na época, pedi para que cancelassem o contrato. Hoje, o vice-governador é o secretário da Casa Civil. Peço que ele, no gesto de moralidade, cancele o contrato. Nosso Estado não está fazendo economia”, afirmou.

Licitações e superfaturamentos

Wilker tem usado a tribuna da Assembleia diariamente para alertar a população sobre o descaso com o dinheiro público. Entre as principais reivindicações estão os gastos com limpeza de piscina e transporte escolar por meio da Secretaria de Educação do Amazonas (Seduc).

“Até agora nada foi feito. A Seduc gasta quase R$ 4 mil para limpar uma piscina individual na capital e R$ 6 mil no interior. Não temos monitor no transporte escolar da Dantas Transportes, mas do bolso do contribuinte saem R$ 18 milhões. Infelizmente, nesses 100 dias o que não vi foi bom senso por parte do governo”, lamentou.

Texto: Assessoria do Deputado