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Desbarrancamento destrói residências em Boca do Acre

Foto: Agostinho Alves
Foto: Agostinho Alves

É a força da natureza. A força do Rio Purus. É o fenômeno Amazônico das ‘Terras Caídas’. Boca do Acre já passou quase trinta dias sob as águas, mas esse não foi o único transtorno para o bocacrense. Os efeitos da cheia não se esvaem quando as águas baixam, pois é exatamente nesse processo natural que a cidade começa a sentir outro resultado, quiçá o pior, o desbarrancamento.

Foi o que aconteceu desde a semana passada e teve o ápice na tarde de segunda-feira (6), quando residências foram ‘tragadas’ para dentro do rio através do fenômeno Amazônico bastante presente em Boca do Acre, ‘Terras Caídas’. O local mais afetado é a rua Tião Leite, no bairro Praia do Gado. Neste ponto, o barranco se aproxima da via de maior fluxo do bairro, que também é uma das principais da cidade, deixando os outros moradores e grandes comerciantes em estado de tensão.

Perda total. Foi essa a constatação da Defesa Civil Municipal, depois de fazer um levantamento da situação e concluir que se trata de uma área de extremo risco. As casas que não foram destruídas estão parcialmente abaladas, com a estrutura completamente comprometida, o que impossibilita os moradores de retornarem para as residências.

O coordenador municipal de Defesa Civil, Jony Noronha, comentou a catástrofe. “O desbarrancamento é inevitável”. O coordenador afirmou que a Defesa Civil está prestando todo o tipo de auxílio às famílias.

As cinco famílias que perderam suas casas agora estão residindo em outras propriedades alugadas pela Prefeitura, através do aluguel social. O coordenador disse ainda que duas residências foram retiradas da beira do barranco e levadas para terrenos que foram comprados pela Prefeitura.

Iminência de mais desbarrancamento

Outra situação que a Defesa Civil está monitorando é o final da mesma rua, onde o barranco já atravessou o asfalto e está a menos de dois metros das casas. “Área de alto risco”, definiu a Defesa Civil.

Mesmo vendo todo o risco de desabamento, os moradores continuam em suas casas, alegando não ter para onde ir. Outra situação de alta periculosidade é o fato de pedestres ciclistas e motociclistas continuarem a trafegar por uma via com menos de um metro e meio de largura, à beira do precipício.

Moradores que já estão acostumados a presenciar a fúria da natureza, garantem que o barranco vai continuar desabando. As rachaduras no asfalto comprovam a afirmativa dos residentes, denotando que o deslizamento de terras ainda não acabou e irá alcançar casas e estabelecimentos comerciais.

78 residências em área de risco

De acordo com o coordenador municipal de Defesa Civil, Jony Noronha, a Defesa Civil já fez um levantamento da situação. As informações da DC são de que 78 residências estão em área de risco, no trecho que compreende do final da rua Tião Leite (Moagem) até o início da terceira fase da orla fluvial de Boca do Acre, no Centro. Jony afirmou que 05 famílias tiveram que ser removidas de suas casas em razão das propriedades terem sido ‘condenadas’.

Orla também preocupa

A orla fluvial da cidade, construída parcialmente, com mil metros de extensão e orçada em quase R$ 20 milhões de reais, também está com a estrutura comprometida. Ainda durante a subida das águas o concreto que tinha a função de impermeabilizar o solo e não permitir o desabamento já demonstrava fragilidade ao se abrir. A abertura ganhou grandes proporções, avançou e é outro motivo de preocupação para as autoridades e para os moradores.

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