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Descaso com a educação volta a ser foco de discussão na Câmara Municipal de Manaus

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A precariedade das condições das escolas da cidade voltou a ser polêmica na Câmara Municipal de Manaus (CMM). Depois de duas escolas terem sido tomadas pela água da chuva e esgoto, nesta terça-feira, na cidade, o vereador professor Bibiano voltou a criticar o descaso da Prefeitura com o ensino público na sessão plenária desta quarta-feira (24).

As escolas municipais Raimundo Gonçalves Nogueira (Zumbi 1) e Carolina Perolina Raimunda Almeida (São José 1) foram as atingidas. As aulas foram suspensas devido ao fato de que a água atingiu todas as salas de aula, biblioteca e, inclusive, refeitório.

Desde o dia primeiro de janeiro deste ano, a Prefeitura recebeu R$ 98,037 milhões de recursos do Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais de Educação (Fundeb). Somado a isso, somente em 2015, o valor do repasse do Fundeb para o Município de Manaus foi de R$ 600 milhões.

Segundo o vereador, parte desse recurso pode ser aplicado na construção e manutenção de unidades de ensino, contudo, não se sabe o que a Prefeitura vem fazendo com o dinheiro do Fundeb, pois as escolas continuam em estado precário, como foi o que aconteceu com as duas unidades alagadas devido à chuva desta terça-feira.

Para o parlamentar, é preciso que a secretária municipal de Educação, Kátia Schweickardt, na Casa, explique o motivo pelo qual as escolas estão nessa situação. “Foi dito, nesta Câmara, que é irresponsabilidade apresentar proposta de reajuste salarial que vem da categoria, pois eu discordo completamente e digo que irresponsabilidade é se calar diante dessa situação”, criticou. “Não bastasse a falta de merenda, fardamento, o baixo salário dos professores, agora, as crianças estão ficando ensopadas simplesmente porque os telhados das escolas não prestam, o que é um absurdo”, completou.

Bibiano enfatizou que acionará o Ministério Público para que sejam feitas as devidas apurações quanto ao uso do recurso. “Cada pai, cada mãe, cada criança tem direito de saber o que está sendo feito com o dinheiro público. É possível oferecer educação de qualidade, que é um direito de todos”, completou.

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