O Dia D contra o Aedes aegypti será realizado nesta sexta-feira (30/11), em todo o País. No Amazonas, a abertura será às 8h, na Escola de Tempo Integral Eliza Bessa Freire, na rua Itaúba, s/Nº bairro Jorge Teixeira, zona leste de Manaus. O evento é coordenado pela Fundação de Vigilância em Saúde do Amazonas (FVS-AM), órgão da Secretaria Estadual de Saúde (Susam). Tem a parceria da Secretaria Municipal de Saúde de Manaus (Semsa). O objetivo é fortalecer, junto à sociedade, as ações de combate ao Aedes aegypti, mosquito transmissor da dengue, febre chikungunya e zika vírus.

A campanha do Dia D é nacional, inserida no calendário oficial do Ministério da Saúde, que nesta edição escolheu o slogan “O perigo é para todos. O combate também. Faça sua parte. Com ações simples podemos combater o mosquito”.

De acordo com o diretor-presidente da FVS, Bernardino Albuquerque, as ações de combate ao mosquito são intensificadas no fim do ano, por conta da chegada do período chuvoso que, aliado ao calor, é propício à proliferação do mosquito, aumentando os riscos de transmissão dessas doenças.

Programação – O Ceti Eliza Bessa Freire foi escolhido por estar situado em uma zona da cidade que apresenta alta vulnerabilidade para casos das doenças transmitidas pelo Aedes aegypti. A programação acontece no auditório da escola, a partir de 8h, e conta com apresentações sobre a “Situação Epidemiológica do Amazonas para Dengue, Chikugunya e Zika”, o “Mapa de Vulnerabilidade para Doenças Transmitidas pelo Aedes aegypti em Manaus”, “Solenidade de Menção Honrosa às Escolas Públicas que se destacaram em 2018, no Programa de Brigada contra o Aedes aegypti no Amazonas”, “Reedição do Selo do Programa de Brigadas contra o Aedes aegypti no Amazonas”, além da exposição do ciclo biológico do vetor, distribuição de material educativo e jogos pedagógicos para medidas de prevenção.

Resultados positivos – O Boletim Epidemiológico de Monitoramento de Doenças Transmitidas por Aedes aegypti apresenta redução 68% de casos notificados de febre chikungunya, de janeiro a outubro deste ano, comparado ao mesmo período em 2017 – foram 170 casos em 2018, contra 548 notificações no ano passado. A dengue reduziu 42%, com 4.379 casos notificados em 2018 e 7.575 em 2017. O zika vírus teve redução de 32%, em 2018, quando foram notificados 446 casos, contra 657 em 2017.

O secretário estadual de Saúde, Francisco Deodato, diz que os resultados apontam o êxito da campanha realizada pelo Governo do Amazonas no combate às doenças transmitidas pelo Aedes aegypti e a forte contribuição da população, mantendo-se alerta na eliminação de criadouros. Ele, entretanto, ressalta que é preciso continuar nessa linha de combate nos meses que se seguem. “Foi feito todo um trabalho de monitoramento e controle vetorial para eliminar os focos do mosquito na capital e nos municípios que apresentaram LIRAa (Levantamento Rápido de Índices de Infestação pelo Aedes aegypti) elevado. O Governo enviou veículos e embarcações para que os municípios pudessem realizar as ações no interior”, observa.

Para o diretor-presidente da FVS, Bernardino Albuquerque, os indicadores foram positivos com a redução contínua durante todo ano, mas a vigilância deve ser mantida. “Durante o LIRAa, as caixas d’água foram apontadas como principal depósito. Isso nos preocupa, pois são depósitos artificiais e não naturais, ou seja, armazenar água de forma inadequada é a principal fonte para disseminação dos mosquitos”, alerta.

Bernardino salienta que a FVS-AM, junto com as Secretarias Municipais de Saúde, através dos programas de combate ao mosquito, distribuem telas de proteção para caixa d’água e tonéis. “Não basta armazenar a água, é preciso proteger. As doenças transmitidas pelo Aedes aegypti, são sérias. Se não for em tratadas de forma oportuna podem ocasionar sequelas e até a morte, por isso, precisamos reforçar nossas medidas de segurança para combater o mosquito”, diz.

Dez minutos apenas – O chefe de Departamento de Vigilância Ambiental da FVS, Cristiano Fernandes, diz que para combater o mosquito é preciso apenas dez minutos semanais, verificando os lugares que podem gerar água parada. “Esse cuidado de checar em casa ou no trabalho é feito durante o ano todo, porém, agora com o período chuvoso, é essencial ser reforçado”, disse. “O mosquito nasce e voa, por isso, é fundamental que o movimento seja na comunidade, na vizinhança, junto aos familiares. Como bem chama atenção da campanha, o perigo é para todos”, alerta.

Cristiano informa ainda, que o Amazonas tem 45 cidades infestadas pelo mosquito, mas um município preocupa mais. “Guajará é o único apontado no LIRAa estadual, com vulnerabilidade de alto risco. Esse indicativo demonstra que é preciso intensificar as ações de combate ao mosquito, tanto pelo setor da saúde quanto a participação ativa da população”, explica.

Foto: Ícaro Guimarães/Secom

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