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Dia ‘D’ da campanha nacional contra o sarampo em Manaus conta com 133 postos de vacina neste sábado (15)

O Dia “D” de mobilização da nova etapa da Campanha Nacional contra o Sarampo, marcado para o próximo sábado, 15/2, vai contar com 133 postos de vacinação coordenados pela Prefeitura de Manaus, funcionando das 8h às 17h.

“Há um ano erradicamos o sarampo na capital, porque montamos uma força-tarefa e estratégias muito efetivas de controle e combate. Mas o vírus continua circulando no Brasil e, por isso, reforçamos a necessidade de que a população compareça aos postos e se imunize para manter a nossa cidade livre dessa doença e nossos cidadãos protegidos”, convoca o prefeito Arthur Virgílio Neto.

Nessa etapa da campanha, executada pela Secretaria Municipal de Saúde (Semsa), a vacinação tem como público alvo pessoas na faixa etária de cinco a 19 anos. A recomendação é que os jovens compareçam a um posto apresentando, preferencialmente, o cartão de vacina, o Cartão SUS e um documento de identidade, assim como pais e responsáveis devem levar as crianças para avaliação da situação vacinal.

A diretora do Departamento de Vigilância Ambiental e Epidemiológica (Devae/Semsa), enfermeira Marinélia Ferreira, informa que o dia “D” de mobilização terá postos instalados na rede pública municipal em Unidades Básicas de Saúde (UBSs), Policlínicas e Unidades Básicas de Saúde da Família (UBSFs) com salas de vacina, além de um ponto de atendimento na sala de vacina da Samel e um posto volante funcionando no Amazonas Shopping.

“A campanha foi iniciada no dia 10 de fevereiro e segue até o dia 13 de março nas unidades de saúde da rede municipal, mas o dia de mobilização, em um sábado, é uma oportunidade a mais que a população tem para ter acesso ao serviço de forma rápida. E mesmo que o último caso de sarampo em Manaus tenha sido registrado em janeiro de 2019, o vírus continua circulando no país e por isso é muito importante que a população mantenha o cartão de vacina atualizado”, destaca Marinélia Ferreira.

No ano passado, o Ministério da Saúde realizou outras duas etapas da campanha para crianças de seis meses a menores de cinco anos e na faixa etária de 20 a 29 anos. “Essa nova etapa da campanha atinge mais uma faixa etária com o objetivo de ampliar a cobertura vacinal de crianças e jovens, reduzindo o risco de transmissão do sarampo entre a população em geral”, afirma Marinélia Ferreira.

Imunização

A vacina tríplice viral, que imuniza contra sarampo, caxumba e rubéola, está disponível para a população na rotina de serviços das unidades de saúde durante todo o ano para pessoas na faixa etária de seis meses a 49 anos.

Atualmente, o esquema vacinal contra sarampo inicia aos seis meses de idade com uma dose extra da tríplice viral, seguindo o esquema de rotina aos 12 meses de idade e complementação com uma segunda dose a ser realizada com a vacina tetra viral aos 15 meses de idade. Pessoas até 29 anos sem vacinação, devem receber duas doses. Para adultos de 30 a 49 anos sem vacinação, a recomendação é dose única da tríplice viral.

“O sarampo é uma doença grave e o vírus é de alta transmissibilidade, que pode causar a morte do paciente, principalmente quando atinge crianças. A vacina é a única forma de proteção contra o sarampo e as pessoas devem ficar atentas para completar o esquema vacinal”, alerta Marinélia Ferreira.

Infecção

O sarampo é uma doença infecciosa causada por um vírus e a transmissão ocorre quando uma pessoa doente elimina gotículas de secreções por meio da tosse, da fala e espirros, infectando outras pessoas.

Os principais sintomas são: febre acompanhada de tosse; irritação nos olhos; nariz escorrendo ou entupido; mal-estar intenso; e manchas vermelhas. As complicações pelo sarampo incluem cegueira, diarreia grave, encefalite, infecções no ouvido e infecções respiratórias graves, como pneumonia, podendo levar ao óbito.

De acordo com informações do Ministério da Saúde, este ano nove estados brasileiros mantêm transmissão ativa do sarampo, com cinco estados tendo casos já confirmados da doença: São Paulo, Rio de Janeiro, Paraná, Santa Catarina e Pernambuco.

Texto – Eurivânia Galúcio/Semsa