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Dia das Crianças – Confederação Nacional do Comércio projeta maior alta de vendas em seis anos

Roupas infantis, tênis, chocolates, bicicletas e brinquedos estão com preços mais baixos

Estudo da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC) indica que as vendas referentes ao Dia das Crianças deverão ter crescimento de 4,4% em relação a 2018, alcançando o terceiro ano consecutivo de alta, já descontada a inflação. A data, a terceira mais importante do calendário do varejo nacional, atrás do Natal e Dia das Mães, deve movimentar R$ 7,8 bilhões em 2019.

Entre os itens mais procurados, brinquedos e eletroeletrônicos deverão apresentar o melhor desempenho nas vendas no Dia das Crianças, com alta esperada de 8,2%. As peças de vestuário e calçados aparecem na segunda colocação (4,5%), seguidas por produtos adquiridos em hiper e supermercados (3,5%). As livrarias e papelarias, que têm perdido espaço no varejo nos últimos anos, deverão faturar menos 4,1% com a data este ano. São Paulo (R$ 2,2 bilhões), Minas Gerais (R$ 772 milhões), Rio de Janeiro (712 milhões) e Rio Grande do Sul (R$ 611 milhões) deverão responder por mais da metade (55%) do total movimentado em 2019.

“Medidas de estímulo à economia, como a liberação de saques no FGTS e PIS/Pasep, além dos juros básicos em novo piso histórico, tendem a favorecer as datas do varejo nesta segunda metade de ano”, destaca Fabio Bentes, economista da CNC.

O primeiro semestre de 2019 foi marcado pela dificuldade do setor em acelerar o ritmo das vendas – do ponto de vista das datas comemorativas. Para Bentes, “o resgate parcial do nível de atividade no varejo no Dia das Crianças é resultado da combinação entre inflação baixa, parcelamentos mais longos e disponibilização de recursos extraordinários para o consumo”

Preços
Dos 11 itens avaliados pela pesquisa, cinco estão mais baratos do que há um ano: roupas infantis (-4,0%), tênis (-3,0%), chocolates (-1,4%), bicicletas (-0,8%) e brinquedos em geral (-0,5%). Por outro lado, livros (+26,8%) e entradas de cinema (+14,3%) apresentam variações de preços acima da média.

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