“Cuidado seguro para todos está nas suas mãos” é o tema deste ano da campanha “Salve vidas: higienize suas mãos” promovida pela OMS.

Celebrado todo dia 5 de maio, o Dia Mundial de Higiene das Mãos foi criado pela Organização Mundial da Saúde (OMS) para reforçar a necessidade da prática correta de higiene das mãos na prevenção das Infecções Relacionadas à Assistência à Saúde (IRAS) e na garantia de segurança ao paciente. Esse ano, a Campanha Mundial Salve Vidas: Higienize suas mãos, promovida pela OMS, traz como tema: “Cuidado seguro para todos está nas suas mãos”.

“A campanha desse ano reforça a necessidade de pensarmos na coletividade. É preciso que os profissionais da saúde, pensem na prevenção das IRAS como um cuidado que deve ser estendido a todos os setores e profissionais. Infelizmente, há uma tendência de se achar que a prevenção das infecções deve estar concentrada apenas em áreas de pacientes críticos como em Unidade de Terapia Intensiva. E é justamente isso que a campanha desse ano quer desmistificar”, afirma Júlia Kawagoe, docente do Mestrado Profissional em Enfermagem da Faculdade Albert Einstein e consultora técnico – científica da B. Braun Brasil. “As infecções por bactérias e outros agentes multirresistentes (MR) estão aumentando em todo o mundo. Ações para prevenir e controlar a disseminação desses microrganismos MR em serviços de saúde são fundamentais e urgentes, pois, o número de antibióticos disponíveis para tratar essas infecções é extremamente limitado e pior ainda, a perspectiva de novos antibióticos no futuro próximo é baixíssima”, completa.

Ainda segundo a especialista há um período de incubação entre a aquisição do vírus ou bactéria e a manifestação da infecção. Essa delonga é o que impede identificar quando, onde e quem foi o responsável pela transmissão microbiana pelas mãos. “A Higiene das mãos é vital para prevenir a transmissão de microrganismos de um paciente a outro, de um local do corpo para outro – por exemplo, tocar uma parte do corpo mais contaminada ou suja para outra parte limpa – e do ambiente para paciente e vice-versa. Cada um tem a responsabilidade em evitar a transmissão de microrganismos pelas mãos e prevenir a ocorrência das infecções evitáveis em qualquer serviço de saúde, seja hospital, ambulatório, casa de repouso ou assistência domiciliar”, ressalta Júlia. Estima-se que 70% das infecções hospitalares poderiam ser evitadas com a higiene correta das mãos.

Em 2017, a Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) lançou o Primeiro Anuário da Segurança Assistencial Hospitalar no Brasil. De acordo com o documento dos 19,1 milhões de brasileiros internados em hospitais ao longo de 2016, 1,4 milhão foi “vítima” de, ao menos, um evento adverso, como por exemplo, infecção hospitalar, erros de dosagem, entre outros casos. Já em 2018, o relatório do Banco Mundial, OCDE (Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico) e OMS (Organização Mundial da Saúde), constatou que em países de renda alta, 7% dos pacientes internados têm risco em adquirir alguma infecção durante a internação hospitalar. Esse índice sobe para 10% em países de renda baixa.

“A OMS recomenda que a higiene das mãos seja realizada nas indicações que são conhecidas como ‘Os cinco momentos’, e com técnica correta. Bastam 20 segundos para eliminar estes microrganismos das mãos, ao friccionar preparação alcoólica – mais conhecido como álcool-gel. São de fácil utilização, porque estão disponíveis próximos ao paciente e, portanto, não há desculpas para não realizar a higiene das mãos. Entretanto, as mãos devem ser lavadas com água e sabonete quando estiverem visivelmente sujas, este procedimento leva o dobro do tempo – 40 segundos”, declara a especialista. A OMS estima que aproximadamente 70% dos profissionais de saúde e 50% das equipes cirúrgicas não praticam rotineiramente a higienização das mãos.

A higiene correta das mãos é a maneira mais eficaz e barata de prevenir as IRAS. Cerca de 5 milhões de infecções ocorrem anualmente em hospitais europeus, representando um prejuízo ou déficit de 13 a 24 bilhões de euros. Estudos já apontaram que, para cada dólar investido no programa de higiene das mãos, há uma economia de US$ 23,70 no orçamento do hospital. As preparações alcoólicas – álcool gel, por exemplo – existentes no mercado são as principais ferramentas nesse combate. Podem ser à base de etanol ou associadas a n-propanol, sendo ideais para a higiene correta das mãos, se não houver sujeira aparente. Entre as vantagens das preparações alcoólicas estão a fácil disponibilização em vários locais de assistência, a fácil utilização, não necessita de água e, se forem fórmulas adequadas, não causam ressecamento das mãos. Além disso, tem melhor eficácia antimicrobiana e ação é mais rápida do que lavar com água e sabonete.

A OMS recomenda que a higiene correta das mãos deve ser realizada da seguinte maneira: colocar uma quantidade de álcool gel na palma das mãos (suficiente para atingir todas as superfícies) esfregar bem a palma, o dorso, os dedos, os interdígitos, isto é, o vão dos dedos, e os polegares. É preciso tomar cuidado também com a área das pontas dos dedos e embaixo das unhas.

Posicionada como a parceira ideal para prevenção de infecções, a B. Braun, empresa integrante do POPS (Private Organizations for Patient Safety) e tradicional apoiadora das ações do Dia Mundial de Higienização das Mãos, irá promover uma campanha de conscientização sobre Prevenção de Infecções em suas redes sociais e irá apoiar seus clientes na realização de campanhas internas relativas ao 5 de maio.