Discussão sobre suicídio e juventude vivendo com HIV/AIDS é pauta em Manaus

As coordenações estaduais de IST/Aids e Hepatites Virais e da Rede de Atenção Psicossocial, vinculadas à Secretaria de Estado da Saúde (Susam), participam, no próximo dia 22, do evento “Suicídio. Saber, agir e prevenir”. O evento é promovido pela Organização da Sociedade Civil (OSC) Rede Nacional de Adolescentes e Jovens Vivendo com HIV/AIDS – Núcleo Amazonas.

Realizado no miniauditório do bloco anexo da Escola Superior de Ciências da Saúde da Universidade Estadual do Amazonas (UEA), no bairro Cachoeirinha, o evento promoverá um ciclo de palestras com abordagem voltada para a importância da saúde da juventude, em especial dos jovens vivendo com HIV/AIDs.

“As pessoas podem pensar em suicídio independente de alguma condição de saúde que esteja vivendo. Mas é importante a sociedade estar alerta sempre, por isso a preocupação do núcleo amazonas da Rede Nacional de Adolescentes e Jovens Vivendo com HIV/AIDS em discutir esse tema junto às pessoas vivendo com HIV”, afirma a coordenadora Estadual da Rede de Atenção Psicossocial, Luciana Diederich.

Saúde mental – Membro da Rede Nacional de Adolescentes e Jovens Vivendo com HIV/AIDS, Bruno Cortez diz que a discussão é importante à medida que se sabe que o viver com HIV/AIDS pode ter impactos na saúde mental.

“A gente sabe que não existe nenhum estudo específico falando da relação entre suicídio e HIV. Mas a gente também sabe que o problema da saúde mental afeta muito as pessoas que vivem com HIV. E a gente faz esse evento justamente para desmistificar um pouco essa questão da saúde mental, com palestras de especialistas nesse tema”, comenta Bruno.

O evento faz parte da programação de atividades apoiadas pela Susam, relacionadas à Campanha Setembro Amarelo, que visa intensificar ações em prevenção ao suicídio ao logo deste mês. A programação inicia a partir das 13h e se estende até às 18h, com palestras abordando os seguintes temas: “O Suicídio como problema de Saúde Pública” – Denize Gutierrez; “Saúde Mental da Pessoa Vivendo com HIV/AIDS” – Consuelena Lopes; e Roda de conversa – “ Como andam seus pensamentos?” – João Geraldo Netto/DIAHV.

Suicídio – Para Luciana Diederich, o suicídio é hoje uma questão de saúde pública. É necessário, reforça ela, se debruçar sobre o assunto para entendê-lo e, assim, trabalhar a prevenção.

“Há estudos que indicam que as pessoas sinalizam que estão com algum tipo de sofrimento. Estes revelam, também, que a maioria dos casos de suicídio está associada a algum tipo de transtorno – depressão, uso abusivo de álcool, droga, entre outros. Precisamos conhecer esses fatores para podermos identificar os casos a nossa volta e ajudar a pessoa a procurar os serviços de acolhimento na rede do Sistema Único de Saúde (SUS). Suicídio pode ser prevenido. Essa é a principal mensagem que temos que transmitir”, pontua Luciana.

Setembro Amarelo – Durante todo o mês, o Centro de Atenção Psicossocial (CAPS) Silvério Tundis, unidade da Susam especializada no atendimento a pessoas adultas com transtornos mentais graves e persistentes realiza palestras e rodas de conversa sobre prevenção do suicídio e valorização da vida.

As atividades fazem parte da programação da instituição em alusão à campanha “Setembro Amarelo”. O encerramento da programação será no próximo dia 28, a partir das 16h, no Centro de Convivência da Família Padre Pedro Vignola, localizado na rua Gandú, bairro Cidade Nova, zona norte.

Apoiada pela RAPS do Amazonas e Núcleo de Apoio à Vida Manaus (Navima), a ação abordará temas relacionados à saúde mental, suicídio, por meio de palestras, teatro, música, etc. Assim como informar sobre os serviços da rede estadual e municipal oferecidos a quem precisa de tratamento de algum transtorno mental.

“Vamos ter uma palestra de conscientização sobre suicídio, que é um tema que deve ser amplamente debatido, não só durante este mês, mas todos os dias, por conta do aumento desse tipo de ocorrência, além de apresentações do nosso Coral, do grupo de Maracatu e de Teatro. Todos os integrantes são usuários do CAPS Silvério Tundis”, comentou a diretora do CAPS Silvério Tundis, Thais Afonso.