A dupla de alunos do SENAI Amazonas, Matheus Oliveira, 21, e Nadia Martins, 19, irão representar o Brasil – e o SENAI Nacional – na Worldskills Américas 2019, na ocupação Mecatrônica. O evento acontece no período de 26 de fevereiro a 1º de março, em São Paulo (SP), e reúne alunos de educação profissional dos países das Américas (Norte, Central e Sul), competindo em diferentes ocupações do mundo do trabalho.

Os amazonenses, que irão competir com alunos da Colômbia, Guatemala, El Salvador, Peru e Equador, retomaram esta semana os treinos diários e intensivos para atingir o nível desejado na competição. De acordo com o expert da ocupação mecatrônica do Brasil no Worldskills América, Marcos Alexandre, a oportunidade de representar o país é resultado de um trabalho árduo que se iniciou em 2008 quando ele mesmo foi competidor na área pelo SENAI Amazonas.

“Desde 2008, estamos trabalhando visando a melhora constante do nosso desempenho. Podemos dizer que essa equipe é resultado de todo o conhecimento acumulado pelas equipes anteriores e certamente essa experiência vai ser um grande diferencial para eles lá na competição”, disse Alexandre. Alunos do SENAI Amazonas conquistaram duas vezes medalha de prata em mecatrônica na Olimpíada do Conhecimento, em 2012 e 2014.

Mesmo classificada em 3º lugar na seletiva para a competição mundial Worldskills 2019, em agosto do ano passado, em Fortaleza (CE), a dupla Nadia Martins e Matheus Oliveira foi convocada este mês pelo Departamento Nacional do SENAI para representar o Brasil na Worldskills Américas na impossibilidade de participação, no evento, das duplas classificadas em 1º e 2º lugares.

Para Matheus Oliveira, 21, ex-aluno do curso técnico de mecatrônica da Escola SENAI Antônio Simões (ESAS), integrante da dupla, a oportunidade de representar o país é o sonho de qualquer competidor que participa das seletivas.

“Quando conquistamos o pódio na etapa nacional foi uma alegria e uma sensação indescritível. Apesar de ser uma competição entre os estados, onde todos têm potencial para ganhar, a maior batalha não é com os outros competidores e sim com a gente mesmo, porque vence aquele que estiver mais bem preparado e isso só depende de nós e daí vem a motivação para continuar treinando agora para representar o Brasil”, contou Oliveira.

Na ocupação que reúne programação, automação, mecânica, eletrônica e alta tecnologia em linhas de montagem, Matheus fica responsável pela parte mecânica, e Nadia, pela parte de software, mas cada um precisa saber o trabalho do outro e estar apto a desenvolver todo o processo sozinho. “Tento sempre entender o lado da minha parceira, escutar qual a opinião que ela tem e assim conseguir ter um planejamento assertivo e preciso na hora da competição”, explicou ele.

Nadia Martins, 19, ex-aluna do curso técnico de automação industrial da ESAS, é a única mulher na modalidade mecatrônica na competição e primeira a ganhar medalha na ocupação. Ela se diz feliz e realizada em representar o Brasil em uma área onde os homens ainda predominam, mas que tem mudado bastante nos últimos anos.

“Como muitas outras coisas nesse cenário, a predominância masculina está mudando muito. Sei disso, porque no curso que fiz no SENAI, de automação industrial, dos quase 20 que se formaram, mais da metade eram mulheres, que hoje estão inseridas no mercado, trabalhando na indústria e estão se especializando cada vez mais”, ressaltou ela.

Na seletiva nacional em Fortaleza (Ceará) a dupla que irá representar agora o Brasil, teve a nota mais alta do Amazonas na ocupação mecatrônica.