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“É intolerável que estejamos enterrando pais e mães de família”, afirma Temer ao assinar intervenção federal no Rio

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Ao assinar, nesta sexta-feira (16), o decreto de intervenção federal na segurança pública do estado do Rio de Janeiro, o presidente Michel Temer disse que não se pode mais aceitar a onda de violência que ameaça moradores e turistas nos últimos meses.

“Não podemos aceitar passivamente a morte de inocentes, e é intolerável que estejamos enterrando pais e mães de família, trabalhadores, policiais, jovens e crianças, e vendo bairros inteiros sitiados, escolas sob a mira de fuzis e avenidas transformadas em trincheiras. Por isso, chega, basta”.

De acordo com o decreto assinado por Temer, as Forças Armadas assumem a responsabilidade do comando das polícias Civil e Militar, do Corpo de Bombeiros e da área de inteligência estadual até o dia 31 de dezembro deste ano. A situação em solo fluminense se tornou insustentável após a onda de arrastões durante o carnaval de rua na capital.

“Tomo esta medida extrema porque as circunstâncias assim exigem. O governo dará respostas duras, firmes, e adotará todas as providências necessárias para enfrentar e derrotar o crime organizado e as quadrilhas.”

A intervenção terá à frente o general Walter Braga Neto. Pela lei, o oficial vai substituir o governador do Rio Luiz Fernando Pezão na área de segurança. A estratégia foi adotada em comum acordo com o político.

“O Rio de Janeiro tem pressa e tem urgência. Nós só com a Polícia Militar e a Polícia Civil não estamos conseguindo deter a guerra entre facções no nosso estado”.

Mesmo com o agravamento da crise, o caos na segurança do Rio de Janeiro já é observado há pelo menos dois anos. Em 2017, 134 policiais militares foram assassinados entre janeiro e dezembro, apenas um a menos que em 2016. Neste ano, em menos de dois meses, 16 PMs foram mortos.

Agora, cabe ao presidente do Congresso, Eunício Oliveira (MDB-CE), convocar sessão em dez dias para que, tanto a Câmara quanto o Senado, aprovem ou rejeitem a medida decretada por Temer.

Reportagem, João Paulo Machado

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