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“Economia em Debate”: Empresário da indústria defende protecionismo como medida de recuperação no contexto pós-pandemia”

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O presidente Associação Nacional da Indústria de Eletroeletrônicos (Eletros), José Jorge do Nascimento Junior defendeu a ampliação de produtos fabricados e montados na Zona Franca de Manaus (ZFM), bem como a revisão dos insumos que são oriundos de outros países, a fim de fortalecer a indústria nacional.

“Teremos meses muito complicados pela frente. É uma situação de pós-guerra, já vivenciada diretamente por países da Europa, Ásia além de Estados Unidos. Nós vamos precisar recomeçar do zero. O protecionismo é a valorização da indústria nacional; é como as grandes empresas alemãs e americanas se fortaleceram no pó-guerra. Não há espaço, neste contexto, para discutir a abertura comercial”. A afirmação foi feita no último programa “Economia em Debate”, transmitido por meio de live na quarta-feira, 08.04, no perfil do Conselho Regional de Economia do Amazonas (Corecon-AM) no Instagram.

José Jorge Junior disse ainda que este momento pode ser uma oportunidade para articulação e defesa aguerrida da Zona Franca de Manaus, criada para substituir a importação, dando prioridade à produção e ao consumo de produtos fabricados no Brasil. “Abrir comercialmente é tudo o que outros países que estão na mesma situação querem. Precisamos pensar em um projeto e um plano de negócios para os próximos 20 anos. Pode ser uma grande oportunidade: o mundo vai ser assim, se voltar pra dentro de suas empresas e consumir os produtos produzidos dentro para gerar empregos, girar a economia”, afirmou.

Como representante de 33 empresas o setor de eletroeletrônicos – a maioria em Manaus -, responsável pelo emprego de 150 mil pessoas de forma direta, 500 mil empregos indiretos e mais de 1 milhão considerando a cadeia toda, José Jorge Júnior afirma que as grandes empresas, embora tenham algum fôlego, precisam da ajuda do Governo Federal para a manutenção do emprego, uma vez que produção, fornecedores e o consumo estão parados. “As pessoas estão comprando coisas para sobrevivência. Os bancos não estão dando vazão à injeção dos R$ 15 bilhões que o Banco Central liberou, cobrando taxas de juros altíssimas, de 15% em alguns casos, além de burocracias como a exigência de fiança”.

Durante a transmissão, o presidente do Corecon-AM, Francisco Mourão Jr, defendeu a necessidade de capital de giro para a indústria a fim de garantir a liquidez do mercado em geral. “Principalmente no nosso contexto de Zona Franca em Manaus, onde a indústria tem um peso considerável na empregabilidade e, conseqüentemente, no fortalecimento da economia”, afirmou.

Idealizador e apresentador do programa Economia em Debate, o economistas Jefferson Praia lembrou que outros problemas precisarão ser encarados também pelo Pólo Industrial de Manaus, além da dependência de insumos de outros países. “Permanece o problema de oferta e de logística. Além disso, há a necessidade de consolidar algumas cadeias produtivas”.

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