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ECONOMIA: Em março, vendas no varejo caem 0,9%, segundo IBGE

A Pesquisa Mensal de Comércio, divulgada nesta quarta-feira, dia 11, pelo Instituto Brasileiro de Pesquisa e Estatística, IBGE, mostra que o brasileiro está comprando menos. Em março, as vendas do varejo diminuíram 0,9%. O acumulado dos últimos 12 meses registra uma queda de 5,8%, a maior perda desde 2001, quando o índice começou a ser medido.

Quase todas as áreas tiveram resultados negativos em março. A população cortou, principalmente, os gastos com compras de super e hipermercados e com comidas e bebidas. Além disso, os trabalhadores também seguraram os bolsos na hora de encher o tanque de gasolina e de comprar móveis e eletrodomésticos.

O economista e ex-presidente do Conselho Regional de Economia de Santa Catarina, Paulo de Tarso Guilhon, explica que a diminuição das vendas reflete a situação política do Brasil.

“As vendas do comércio estão mostrando que o cidadão está indo ao supermercado e está procurando comprar o mínimo possível, o mais barato e isso evidentemente é um reflexo da situação que nós vivemos no momento. O que está segurando o país é a situação política. A insegurança política faz com que o empresário não invista, ou invista muito menos do que ele gostaria. Faz com o cidadão comum, as famílias, vão ao supermercado e comprem o mínimo possível, só o básico.”

Boa parte do dinheiro do país é movimentada quando o trabalhador escolhe um produto e paga o comerciante. Se a pessoa está desempregada, ou acha que os preços estão muitos altos, ela automaticamente compra menos. Por isso, alguns comerciantes reduzem investimentos ou demitem funcionários, em uma tentativa de cortar gastos para continuar lucrando.

O economista Paulo de Tarso Guilhon acredita que apenas um planejamento de longo prazo, estratégico, com política de incentivo aos investimentos, vai melhorar o cenário atual da economia.

SONORA: Paulo de Tarso Guilhon, economista e ex-presidente do Conselho Regional de Economia de Santa Catarina

“Falta uma política macroeconômica que conduza, ou que tenha um plano de desenvolvimento para o país, para a atividade econômica. Se essas coisas não acontecerem, essas reformas, esse esforço fiscal, então o empresário, naturalmente, recua e não investe. E o que faz a economia andar, o que faz a economia crescer, é o investimento.”

REPÓRTER: Ainda de acordo com o IBGE, apenas o estado de Sergipe registrou aumento no volume de vendas do comércio varejista no mês de março, com um índice de 0,7%. As maiores quedas aconteceram no Acre, no Espírito Santo, no Amapá e em Rondônia.

Reportagem, Bruna Goularte