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ECONOMIA: Inflação sobe menos que em meses anteriores e fecha fevereiro com alta de 0,9%

O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo, o IPCA-15, que funciona como prévia da inflação, teve alta de 0,9 por cento entre os dias 15 de janeiro e 15 de fevereiro. O indicador foi divulgado, nesta quarta-feira, pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, IBGE. O resultado foi 0,37 ponto percentual abaixo da taxa divulgada no mês de janeiro, que atingiu 1,27 por cento. No acumulado dos últimos 12 meses, o IPCA atingiu 10,36 por cento. O resultado foi 0,35 ponto percentual menor do que o registrado nos 12 meses imediatamente anteriores. Além da queda de 2,16 por cento nas contas de energia elétrica, que tirou 0,09 ponto percentual do IPCA de fevereiro, o recuo de 15,83 por cento nas passagens aéreas também contribuiu para amenizar a inflação do mês. De acordo com o economista, ex-presidente do Conselho Federal de Economia, Paulo Dantas da Costa, a desaceleração do índice tem relação direta com queda de 2,16 por cento nas contas de energia elétrica, que tirou 0,09 ponto percentual do IPCA de fevereiro. Paulo Dantas da Costa afirma que por conta do câmbio, a expectativa é de que a inflação reduza ainda mais nos próximos meses. “Com relação ao futuro, ou seja, estou falando de março e abril, a expectativa é de que essa inflação, ela reduz ainda mais se considerarmos a realidade cambial que passamos a ter. Nós passamos a ter uma taxa de câmbio em valores inferiores aos até então praticados. Isso tem efeito na inflação, na medida em que a importação de alguns produtos tem influência no nível de preço aqui no Brasil.”

De acordo com o IBGE, os grupos que mais influenciaram na composição do IPCA-15 foram Educação e Alimentação e Bebidas. Juntos, eles foram responsáveis por 60% do IPCA do mês – o equivalente a 0,54 ponto percentual. Para o ex-presidente do Conselho Federal de Economia, Paulo Dantas da Costa, o grupo de alimentação e bebidas é o que mais causa preocupação. “É o grupo que eu considero mais difícil de administrar. Primeiro lugar, porque você tem demandas permanentes e nós tivemos algumas frustrações em termos de safra e de produção de alguns produtos agrícolas que resultam aí nesta parte de alimentação.”

Os preços dos alimentos subiram 1,06 por cento no período. Além da cenoura, que aumentou em fevereiro 23,79 por cento, a farinha de mandioca também teve alta de 11,4 por cento. Porém, alguns produtos registraram redução nos preços. Entre eles, o tomate, com queda de -12,63 por cento, e a batata-inglesa, com recuo de -5,70 por cento.

Reportagem, João Paulo Machado