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ECONOMIA: PIB encerra 2015 com retração de 3,8%, maior queda em 25 anos

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A economia brasileira encerrou 2015 em queda. O Produto Interno Bruto, PIB, soma de todos os bens e serviços produzidos no país encolheu, no ano passado, 3,8 por cento. Essa é a maior queda registrada pelo PIB em 25 anos. Os dados foram divulgados nesta quinta-feira, pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, o IBGE. Em valores correntes, o PIB fechou o ano passado em cinco trilhões e 904 bilhões de Reais. Para o economista, Luiz Alberto Machado, conselheiro do Conselho Federal de Economia, o Cofecon, o resultado ruim da economia em 2015 já era esperado. Ele explica que o Brasil vive hoje, um quadro de estagflação. “Bom , eu estou escrevendo um artigo que o titulo é: Crônica de um desastre anunciado, então não há surpresa nenhuma, então é um péssimo resultado. Se a gente combinar com uma inflação de mais de 10 por cento, de 10,61 é o pior quadro que os economistas conseguem considerar. A gente chama de estagflação, que é a economia estagnada, no caso pior que estagnada, andando para trás, com inflação elevada. Isso tem um efeito terrível para a sociedade.”

De acordo com os dados divulgados pelo IBGE, a indústria teve uma queda significativa, de 6,2 por cento. O setor de serviços também caiu, uma retração de 2,7 por cento. Para o economista Flávio Basílio, professor da Universidade de Brasília, os resultados da economia brasileira e principalmente a retração do setor industrial podem ser explicadas por vários motivos, muitos deles, externos. ”A economia Brasileira ela tem um problema de competitividade, desde 2003 nós temos um processo muito forte de apreciação do cambio. A gente tem o fim do “boom” de commodities, nós temos uma retração da atividade econômica na china. A questão da Europa ainda não está endereçada e a gente tem incertezas importantes em relação aos países emergentes, isso não é só o Brasil.”

A queda do PIB brasileiro foi suavizada pelo setor agropecuário que teve uma alta de 1,8 por cento em relação a 2014, puxada pela produção da soja e do milho. Além disso, segundo o IBGE, as exportações aumentaram 6,1 por cento, por conta das commodities, que são produtos básicos, com cotação internacional, como petróleo e minério de ferro.

Reportagem, João Paulo Machado

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