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ECONOMIA: Prévia da inflação oficial, IPCA-15 sobe 1,42% em fevereiro, diz IBGE

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O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo, o IPCA-15, que funciona como prévia da inflação, teve alta de 1,42 por cento entre os dias 15 de janeiro e 15 de fevereiro. O indicador foi divulgado, nesta terça-feira, pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, IBGE. O aumento foi o maior para os meses de fevereiro desde 2003, quando a taxa registrou 2,19 por cento. No acumulado dos últimos 12 meses, a taxa chegou a 10,84 por cento, 0,10 ponto percentual a mais do que o medido em janeiro. O índice permanece bem acima do teto da meta do governo, de 4,5 por cento pelo IPCA, com tolerância de 2 pontos percentuais para mais ou menos.

De acordo com o IBGE, o grupo que mais influenciou na composição do IPCA-15, foi o de Alimentação e Bebidas, com variação de 1,92 por cento nos preços. De acordo com o economista, Waldir Pereira, membro do Conselho Federal de Economia, Cofecon, os preços da área de educação também influenciaram na alta do IPCA.

“Você tem alguns produtos, caso de cebola, tomate, alho, a própria cenoura que subiram acima das expectativas. Do outro lado, você tem o item de educação, com o início do ano, você tem as matriculas e isso também provocou um aumento acima do que era esperado nesse índice, que é uma prévia da própria inflação.”

A alta nos preços é sentida pela população. O brasiliense Roberto Gama, 37 anos, afirma que com o mesmo dinheiro não consegue mais comprar o que comprava no passado.

“Eu fazia a compra para o mês, em torno de R$ 300 dava para fazer tranquilo e ainda sobrava alguma coisa. Hoje, não se compra praticamente nem a metade.”

De acordo com o membro do Cofecon, Waldir Pereira, para tentar reverter essa situação de alta nos preços, o governo Federal precisa recuperar a credibilidade para que os empresários voltem a investir.

“O governo deveria sinalizar com uma política de retomada de crescimento e contenção do índice geral de preços. Recuperar a credibilidade para que os empresários voltem a realizar os investimentos e a gente pelo lado da oferta. Você tem um aumento da oferta global da economia. Aí, sim, poderia você conter os preços, controlar esse nível de preço.”

Ainda de acordo com o IBGE, além do grupo de Alimentos e Bebidas, e do setor de educação os Transportes também registraram alta: 1,65 por cento. Juntos, os três grupos responderam por 75% do IPCA-15.

Reportagem, João Paulo Machado

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