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ECONOMIA: Quase 10,5 milhões de pessoas estão desempregadas, no Brasil, segundo IBGE

Quase 10 milhões e 500 mil pessoas não têm emprego, no Brasil. O número foi divulgado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, o IBGE, na última quarta-feira, e mostra que a taxa de desemprego ficou em 10,2 por cento no período entre dezembro de 2015 e fevereiro deste ano. É a primeira vez que o número registrado pela Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios, a PNAD, atinge um índice tão alto. No mesmo trimestre do ano passado, o índice de brasileiros que não tinham ocupação era de 7,4 por cento. Isso significa que, de lá para cá, mais três milhões de pessoas ficaram desempregadas no País. O economista e conselheiro do Conselho Federal de Economia, Cofecon, Fernando Aquino, conta que a crise política do Brasil é a principal causa para o aumento do número de pessoas desempregadas. “Nessa crise política, as pessoas terminam consumindo menos, investindo menos. Então, as vendas são menores e isso aí vai se aprofundando, vai gerando mais desemprego. E é assim que a crise vai afetando o mercado de trabalho”.

Além disso, de acordo com Fernando Aquino, é difícil prever como o cenário político vai se desenrolar no Brasil. O economista acredita que o número de pessoas sem ocupação pode aumentar e explica como funciona o ciclo do desemprego. “Os postos de trabalho não estão sendo gerados, eles estão sendo eliminados. Então, obviamente que ele nem absorve a mão de obra que está entrando no mercado de trabalho, que vai aumentando, ano a ano, além de desocupar a mão de obra que já estava ocupada. Então, a gente tem esse efeito, que acaba aumentando a taxa de desemprego”.

De acordo com o IBGE, cerca de 91 milhões de brasileiros estavam trabalhando no período do trimestre que acabou em fevereiro. Esse número indica, em comparação ao mesmo período do ano passado, que mais de um milhão de brasileiros perderam seus postos no mercado de trabalho. Além disso, a pesquisa também aponta que o número de trabalhadores com carteira assinada, no setor privado, diminuiu.

Reportagem, Bruna Goularte