Economista prevê recuperação no segundo semestre

O cenário atual da vacinação contra a Covid-19 no país desenha uma provável recuperação da economia no segundo semestre de 2021. Com mais de 100 milhões de doses do imunizante aplicadas em todo o Brasil, os sinais de retomada começam a aparecer: taxas de juros estabilizadas, dólar em queda, bolsa de valores batendo recordes históricos, e construção civil a todo o vapor.

De acordo com o economista José Pio Martins, reitor da Universidade Positivo, a expectativa é de que a retomada das atividades econômicas aconteça em um ritmo mais acelerado a partir do mês de agosto. “As projeções de crescimento dependem dos resultados da campanha de imunização”, frisa. “Quanto mais brasileiros receberem as duas doses da vacina, maior será a redução da taxa de infecção, de doentes nas UTIs e do número de óbitos”, salienta.

Pio Martins lembra que, curiosamente, o produto interno bruto, que é soma dos bens e serviços finais produzidos no Brasil, cresceu 1,2% nos primeiros três meses deste ano, puxado pelo desempenho do agronegócio e do aumento das demandas internacionais. “O resultado foi maior que no primeiro trimestre do ano passado, quando o país ainda engatinhava em relação a adotar as medidas mais restritivas para reduzir os níveis de contágio da doença, por exemplo”, pontua.

Para 2021, os bancos e organismos financeiros estimam que a economia atinja o patamar de 3,5% de crescimento, em relação ao ano anterior, quando encolheu 4,1%. O reitor da Universidade Positivo está otimista com a possibilidade de a economia brasileira voltar aos trilhos, mas frisa que o cenário positivo depende de um ritmo mais intenso da vacinação. “Com as atividades econômicas ganhando mais robustez, impulsionam a arrecadação de impostos e tributos e melhoram os níveis de emprego em todo país”, destaca.

Crédito: divulgação/Universidade Positivo