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Economistas apontam como lucrar com a alta do dólar

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Economistas do Conselho Regional de Economia do Amazonas (Corecon/AM) apontaram meios para se lucrar com a alta do dólar este ano. Só em 2015, a cotação do dólar já acumula uma alta de 13,3% em relação à moeda brasileira. No dia 5 de março, o dólar comercial fechou em R$ 3,012. Foi a primeira vez que a moeda americana ultrapassou a barreira dos R$ 3 desde agosto de 2014. Na ´última seção de dezembro de 2014, o dólar havia fechado valendo R$ 2,659.

Com base no relatório do Banco Centra, o presidente do Corecon/AM, Marcus Evangelista, acredita que a moeda americana deva encerrar o ano cotada entre R$ 2,90 e R$ 3,20. “A alta do dólar está relacionada ao fato de que os investidores estrangeiros estão receosos em deixar dinheiro no País. Esse comportamento reduz a quantidade de dólar no mercado brasileiro, tornando-o mais valioso”, explicou o especialista.

Apesar do cenário, aparentemente, negativo para a economia brasileira, a valorização da moeda americana pode ser lucrativa para o investidor brasileiro, de acordo com especialistas do Corecon/AM. A primeira opção é a aplicação em ações no Brasil. “É bom ficar de olho nos papéis de empresas brasileiras exportadoras, que têm muita receita em dólar. As ações do setor de papel e celulose são importante potenciais por serem, essencialmente, exportadoras”, afirma Marcus Evangelista.

Já o vice-presidente do Corecon/AM, Nelson Azevedo, lembra que investir fora do Brasil pode ser uma boa saída para quem quer aproveitar o momento de alta do dólar. “O investidor que não quer especular com a alta do dólar e sim construir uma carteira bem estruturada e de longo prazo deve pensar em investir em mercados estrangeiros”, disse.

Fundos de investimentos

De acordo com ele, uma maneira de entra no negócio é comprar fundos que ofereçam o investimento em papéis de empresas estrangeiras. “Há fundos que oferecem ativos em renda fixa e notas de crédito de empresas, que equivalem a uma debênture brasileira”, pontuou. A debênture é um título de dívida, de médio e longo prazo, que confere a seu detentor um direito de crédito contra a companhia emissora. “Quem investe em debêntures se torna credor dessas companhias”, completou Azevedo.

Tanto o vice-presidente do Corecon/AM como o seu vice concordam que os investimentos em fundos cambiais podem ser a terceira e importante solução para quem não quer perder dinheiro e faturar com a valorização da moeda dos Estados Unidos. “São fundos de investimentos que tem como meta obter valorização semelhante à da moeda americana”, apontou Marcus.

O alerta para essa opção, segundo ele, é que esses fundos raramente conseguem atingir essa valorização e, como cobram taxas de administração, acabam sendo pouco atrativos como investimento. Por outro lado, Nelson Azevedo diz que eles “são perfeitos para quem vai fazer uma viagem e precisa comprar dólares ou para quem tem dívidas em dólar a serem pagas no curto e médio prazo”.

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