Edição do ‘Prêmio Literário Cidade de Manaus’ tem mais de 700 obras inscritas

Em 16 anos de criação do “Prêmio Literário Cidade de Manaus”, realizado pela Prefeitura de Manaus, por meio do Conselho Municipal de Cultura (Concultura) e apoio da Fundação Municipal de Cultura, Turismo e Eventos (Manauscult), a edição deste ano bateu o recorde de inscrições, com a marca histórica de 710 obras inéditas até as 23h da quarta-feira, 23/6, disputando as 20 categorias.

Para o presidente do Concultura, Tenório Telles, a explicação imediata pelo feito da gestão atual do Concultura, com o apoio da Manauscult, foi aceitar o desafio, posto pelo prefeito David Almeida, de revitalizar os prêmios, simplificando o processo de inscrição e ampliando o acesso dos escritores, que enfrentam uma realidade limitante com a pandemia.

“Todos os esforços nos diversos setores da indústria cultural, planejados pela gestão atual, buscam ampliar as oportunidades aos artistas e trabalhadores da cultura, que movimentam a indústria criativa”, justificou Telles.

O presidente da Manauscult, Alonso Oliveira, enfatizou também o significado do prêmio para a formação de uma nova geração de autores e a valorização da literatura. “Essa retomada do Prêmio mostra o compromisso do prefeito David Almeida com o livro, a leitura e a formação de novos leitores, porque isso impacta na educação”, lembrou Oliveira.

Estratégia

A principal medida tomada para facilitar as inscrições foi eliminar os custos com Correios e cópias em papel, que eram exigidas nas edições anteriores, viabilizando o processo pela internet, tudo sendo feito on-line; outro aspecto é a possibilidade de saneamento documental, com a oportunidade de fazer correções de erros em relação aos documentos durante o processo de inscrição.

O presidente do Concultura, Tenório Telles, observou que, a partir de 2011, com as mudanças no formato do Prêmio, foram suspensas as publicações dos livros em formato impresso, subtraindo um importante estímulo para os escritores, que é “o sonho de ver sua obra se tornar algo real, físico, um produto que transforma vidas e capaz de propiciar uma verdadeira revolução conceitual na vida das pessoas e das sociedades”, comentou.

Estatística

No prazo de 49 dias de inscrições, a procura pelo prêmio deu a liderança para o estado de São Paulo, com 159 (22,4%) inscritos, e vencendo a disputa pelo segundo lugar, ficou o Amazonas, com 112 (15,8%) das inscrições, ultrapassando o Rio de Janeiro, com 107 (15,1%), que ficou em terceiro e vinha mantendo a posição de segundo até uma semana antes do encerramento do prazo; em quarto lugar ficou o Estado de Minas Gerais, com 79 (11,1%) inscritos.

Entre as categorias mais procuradas pelos escritores, ficou, em primeiro lugar, com o maior número de inscrições, a de Melhor Poesia (prêmio Violeta Branca Menescal), com 167 (23,5%) obras; seguido de Melhor Romance ou Novela (prêmio Álvaro Maia), com 130 (18,3%); depois Literatura Infantil (prêmio Alfredo Fernandes), com 111 (15,6%); e, em quarto lugar, Melhor Livro de Contos (prêmio Arthur Engrácio), com 103 (14,5%) inscritos.

“Considerando o contexto da pandemia, que trouxe inúmeras limitações para as mais diversas atividades da cadeia produtiva do nosso país, esta edição dos prêmios literários se reveste de um simbolismo e de um significado fundamental para os artistas da palavra”, ressaltou Telles.

O presidente do Concultura reafirmou que os prêmios marcam o processo de retomada das ações culturais por parte da prefeitura e integram o projeto do prefeito David Almeida de incentivar o trabalho criativo e as ações culturais da cidade Manaus.

Comunicação

A estratégia de divulgação deste ano teve uma atenção dobrada entre a mídia tradicional, com veículos e editorias voltados para cultura, e um plano de comunicação voltado para a mídia digital, além do contato direto com as escolas de escritores no Sul e Sudeste do país, e o resultado alcançado foi um esforço do entrosamento entre os técnicos de comunicação do Concultura, Manauscult e Secretaria Municipal de Comunicação (Semcom).

Desde sua primeira edição, no ano de 2006, os prêmios tiveram altos e baixos com interesse crescente e decrescente, como na última edição em 2020, quando chegou a sua menor marca, com 164 inscritos. Na primeira fase, desde sua criação nos anos de 2006 a 2008, os números foram 218, atingindo 420 e 518 concorrentes; houve um hiato, sem prêmios entre 2009 e 2012, voltando a crescer a partir daí até 2019, com as marcas de 183 (2014), 248 (2016), 391 (2017), 367 (2018), 421 (2019).

Texto e foto – Cristóvao Nonato/Concultura