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EDUCAÇÃO: Profissionais sem licenciatura também são qualificados para transmitir conhecimento, diz especialista

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Depois do mau desempenho nas avaliações do Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb), o governo federal publicou uma Medida Provisória que altera algumas das principais regras do ensino médio no Brasil.
A Medida Provisória número 746 foi enviada para o Congresso Nacional em setembro. Uma das alterações debatidas pelos educadores é permissão para que profissionais com notório saber lecionem nas escolas. Ou seja, a partir da publicação da MP, o curso de licenciatura não é mais obrigatório para se tornar professor no ensino médio. Na avaliação de Roberto Dornas, presidente da Confederação Nacional dos Estabelecimentos de Ensino, Confenen, a medida é eficiente, já que vai permitir que profissionais transmitam os seus conhecimentos.
“Ninguém melhor do que um médico para dizer sobre o corpo humano, sem dúvida. Ninguém melhor do que um bom advogado para dizer sobre constituição, direitos constitucionais, deveres constitucionais etc. E quem, realmente, tem público e notório saber, tem público e notório saber em qualquer lugar, em qualquer hora”.

Mesmo concordando com a determinação de que um profissional com notório saber possa ser um professor, Roberto Dornas acredita que a didática é fundamental para o ensino. Na avaliação do presidente da Confenen, algumas horas de especialização são suficientes para que isso se torne possível. “No máximo, o que se precisa colocar é um pouco de didática. Talvez uma complementação na parte didática. Porque o conteúdo da disciplina ele tem. Pode faltar um pouco da formação didática e essa, com algumas horas, é possível colocá-lo em boas condições.”

A Medida Provisória também determina que apenas o Português e a Matemática são disciplinas obrigatórias no currículo do ensino médio. Os outros conteúdos serão definidos pela Base Nacional Comum Curricular, documento decidirá os conteúdos mínimos a serem estudados na educação básica brasileira. Além disso, a MP também institui o aumento gradativo de horas-aula para os alunos, até que o ensino médio se torne integral.

Reportagem, Bruna Goularte

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