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Ejaculação precoce: distúrbio permanente ou temporário?

Fatores psicológicos, inexperiência sexual, nervosismo e, principalmente, a ansiedade, são alguns fatores que podem contribuir para a ejaculação precoce (EP), condição que interrompe o ato sexual de forma precoce ou que acontece até antes da atividade sexual, dependendo do grau de excitação, gerando uma situação insatisfatória tanto ao homem, quanto à mulher. O cirurgião urologista da Urocentro Manaus, Prof. Dr. Giuseppe Figliuolo, explica que a maior parte dos homens prefere ignorar o problema, que se avaliado por um especialista, pode ter solução.

Classificada como primária, secundária ou terciária, a ejaculação precoce é um distúrbio que pode acontecer desde a primeira relação sexual, ou ocorrer apenas com determinadas parceiras – neste último caso, está mais relacionada à ansiedade.

“Precisamos lembrar que a ejaculação precoce nem sempre está associada a alguma alteração orgânica. No entanto, é comum que o indivíduo que sofre do problema tenha, por exemplo, hipertiroidismo, ou apresente quadros de impotência sexual”.

No caso do hipertiroidismo, as características são: disfunção erétil, dificuldade em manter a ereção ou de conseguir uma ereção. Nesse caso, o acompanhamento multidisciplinar, incluindo um endocrinologista, é essencial.

Em outras situações, o tratamento inclui psicoterapia sexual e o uso de farmacoterapia, com a utilização, em algumas situações, de antidepressivos e analgésicos, principalmente em casos onde a disfunção erétil está associada. “A visita ao urologista, neste caso, se deve à necessidade de compreender melhor o funcionamento do aparelho reprodutor masculino e se existe a associação com alguma outra alteração que possa ser tratada, melhorando assim a qualidade de vida do paciente”, explicou Figliuolo.

De acordo com ele, o diagnóstico é feito através de avaliação clínica, baseada nos relatos do paciente.

“Lembrando que há prevenção para a EP. A prática de exercícios físicos, por exemplo, que ajudem a acabar com o estresse ou reduzir a ansiedade, é uma boa dica. Conversar com a parceira a respeito do assunto também pode ajudar, já que o distúrbio é algo que compromete a vida sexual de ambos. A compreensão e a busca por ajuda são os melhores caminhos para superar o quadro”, destacou Giuseppe Figliuolo.

Ele também reforça que quadros de disfunção erétil não precisam, necessariamente, estar ligados à impotência sexual. E alerta para a necessidade de se buscar orientação, deixando o preconceito de lado. “Trata-se de uma condição que, se tratada de forma adequada, com informação e ajuda especializada, pode ser apenas temporária”, assegurou.