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Em janeiro a produção industrial do Amazonas recuou (–2,1%)

Em janeiro de 2016, a produção industrial do Amazonas ajustada sazonalmente apontou recuo de 2,1% frente ao mês imediatamente anterior, oitava taxa negativa consecutiva neste tipo de confronto, período em que acumulou perda de 23,1%. Ainda na série com ajuste sazonal, o índice de média móvel trimestral mostrou queda de 4,2% na passagem dos trimestres encerrados em dezembro e janeiro e manteve a trajetória descendente iniciada em dezembro de 2014.

Na comparação com igual mês do ano anterior, o setor industrial do Amazonas recuou 30,9% no índice mensal de janeiro de 2016, vigésima segunda taxa negativa consecutiva neste tipo de confronto e a mais intensa desde o início da série histórica. O resultado desse mês intensificou o ritmo de queda frente ao último trimestre do ano passado (-23,1%); ambas as comparações contra iguais períodos do ano anterior. A taxa anualizada, índice acumulado nos últimos doze meses, ao passar de -16,8% em dezembro de 2015 para -18,4% em janeiro de 2016, manteve a trajetória descendente iniciada em março de 2014 (9,4%).

A produção industrial do Amazonas recuou 30,9% em janeiro de 2016 frente a igual mês do ano anterior, com perfil disseminado de taxas negativas, já que nove das dez atividades pesquisadas assinalaram queda na produção. O setor de equipamentos de informática, produtos eletrônicos e ópticos (-50,7%) exerceu a influência negativa mais relevante sobre o total da indústria, pressionado, em grande parte, pela menor produção de televisores, gravador ou reprodutor de sinais de áudio e vídeo (DVD, home theater integrado e semelhantes) e receptor-decodificador de sinais de vídeo codificados. Vale mencionar ainda os recuos vindos dos setores de bebidas (-29,6%), de outros equipamentos de transporte (-39,4%), de máquinas e equipamentos (-80,6%), de produtos de borracha e de material plástico (-34,6%) e de máquinas, aparelhos e materiais elétricos (-44,1%), explicados, em grande medida, pela menor produção de preparações em xarope para elaboração de bebidas para fins industriais, no primeiro; de motocicletas e suas peças, no segundo; de aparelhos de ar-condicionado de paredes, de janelas ou transportáveis (inclusive os do tipo “split system”), no terceiro; de peças e acessórios de plástico para a indústria eletroeletrônica, no quarto; e de conversores estáticos elétricos ou eletrônicos, baterias e acumuladores elétricos, fornos de micro-ondas e fios, cabos e condutores elétricos com capa, no último. Por outro lado, o único impacto positivo veio do ramo de coque, produtos derivados do petróleo e biocombustíveis (13,2%), impulsionado, especialmente, pela maior produção de gasolina automotiva e óleo diesel.