Quatro em cada dez homicídios em Manaus estão relacionados ao tráfico de entorpecentes, conforme dados da Secretaria de Segurança Pública do Amazonas (SSP-AM).

De janeiro a outubro deste ano, a Secretaria de Segurança Pública do Amazonas (SSP-AM) registra uma redução de 3,9% no número de homicídios em Manaus. Foram 783 ocorrências em 2018 contra 815 em 2017, conforme dados da Secretaria Executiva Adjunta de Inteligência (Seai).

De acordo o diretor do Departamento de Investigação sobre Narcóticos (Denarc), Paulo Mavignier, o Departamento trabalha na repressão qualificada ao tráfico de drogas, o que reflete na repressão tanto nos grandes carregamentos de drogas quando de armas de grosso calibre. “As operações do Denarc causam grande prejuízo às facções criminosas, impactando diretamente no crescimento delas, as quais perdem dinheiro, armamento, e com isso, dificultando sua expansão”, afirmou Mavignier.

Atualmente o Denarc trabalha com 22 integrantes, atuando sempre em conjunto com a Secretaria Executiva Adjunta de Inteligência (Seai), a Delegacia Fluvial (Deflu) e o Grupo Força Especial de Resgate e Assalto (Fera) da Polícia Civil do Amazonas.

No ano de 2017, foram apreendidas 16,4 mil toneladas de drogas. Já neste ano, os órgãos do sistema de Segurança Pública do Amazonas apreenderam mais de 7,4 toneladas de entorpecentes em todo o Estado e 2,5 mil pessoas foram presas suspeitas de tráfico de entorpecentes, até outubro.

Segundo o titular da Seai, Herbert Lopes, os números comprovam que as drogas representam um dos principais problemas a serem enfrentados pela segurança pública no Estado, por conta do tráfico de drogas e do usuário. “Aumentam não somente os homicídios, mas os crimes interligados ao tráfico de drogas como o roubo, o furto, a receptação, o que é sofrido diariamente pela população”, disse o delegado.

Execuções – No Amazonas, o tráfico de drogas reflete nas estatísticas de homicídios. Em 2018, até setembro, 89,9% dos homicídios tiveram características de execução, que é uma marca utilizada pelas facções criminosas, segundo Lopes. A estatística é semelhante a de 2017, quando 86,7% dos homicídios tiveram essa característica de execução.

No combate ao narcotráfico, a Secretaria de Inteligência atua no levantamento de informações para tentar antecipar as ações das organizações criminosas, seja relacionadas à comercialização, seja aos homicídios. “A Seai produz o conhecimento em forma de relatórios de inteligência para subsidiar a decisão do secretário de Segurança, das Polícias Civil e Militar no sentido de verificar e sugerir os bairros, localidades com maior incidência de crimes para desencadear operações e maiores efetivos para essas áreas mais problemáticas e mais vulneráveis ao tráfico”, afirmou Herbert Lopes.

FOTOS: DIVULGAÇÃO/SSP-AM

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