Ao instalar um sistema de Internet das Coisas, que monitora informações da linha de fabricação, uma empresa da indústria farmacêutica nacional conseguiu aumentar em 20% sua produção. Em contrapartida, o mesmo sistema foi capaz de reduzir em 8% os gastos com horas extras de funcionários. Para o responsável por inserir essa tecnologia na empresa, Márcio Moreti, o setor produtivo precisa se adaptar às novas tecnologias.

“Então, uma empresa que ganhou capacidade de produção e reduziu custo sem ter que fazer investimento em novas máquinas, ela se torna uma empresa mais competitiva. E você, com isso, contribui para a competitividade nacional do Brasil.”

Mas o que é exatamente essa tecnologia? De acordo com o presidente da Associação Brasileira de Internet das Coisas (ABINC), Flávio Maeda, é a nova fase da rede mundial de computadores, que transforma objetos, máquinas, produtos e serviços em conexão.

“No momento que surge a Internet das Coisas e que começa a quarta onda da revolução da Internet, todas as empresas têm que estar antenadas e tem que se preocupar com isso. Porque todas as empresas vão ter um forte componente de Internet das Coisas.”

A Internet das Coisas faz parte da Indústria 4.0, que acelera os processos de produção das empresas brasileiras, e otimizam o trabalho. De acordo com a Confederação Nacional da Indústria (CNI), as empresas que adotam essas tecnologias se tornam mais competitivas e têm mais facilidade em crescer.

O estudo “Indústria 4.0 e Digitalização da Economia” da CNI, que foi levado aos presidenciáveis em uma série de propostas para o governo dos próximos quatro anos, explica essa nova era tecnológica como a quarta revolução industrial.

Para o gerente executivo de Política Industrial da CNI, João Emílio Gonçalves, essas novas tecnologias têm o potencial de contribuir para a solução de grandes problemas nacionais.

“Então, se a gente pensar em atendimento à saúde, de eficiência energética e mobilidade urbana. Tudo isso pode ser melhorado. A prestação de serviço para a sociedade pode ser melhorada por meio de tecnologias digitais.”

Para otimizar o trabalho das empresas, o Serviço Nacional de Aprendizagem, o SENAI, tem investido no treinamento e na capacitação das empresas. O programa Brasil Mais Produtivo já atendeu três mil empresas em todo o país, e pretende, até o próximo ano, atender mais 600 empresas.

Dados da Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial (ABDI) mostram que as empresas que participaram do programa, em 2017, alcançaram aumento de 52% de produtividade nas linhas de produção.

Reportagem, Sara Rodrigues

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