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Empresa que investe em saúde e segurança tem menos prejuízo, diz especialista do SESI

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Custos com segurança e saúde no trabalho representam a segunda maior despesa para as empresas, atrás apenas da folha de pagamento. A afirmação é do especialista de Desenvolvimento Industrial da Unidade de Qualidade de Vida do Departamento Nacional do SESI, Gustavo Nicolai, que nesta sexta-feira (30) apresentou no Serviço Social da Indústria (SESI Amazonas) a palestra “Segurança e Saúde do Trabalho: Custo ou investimento”.

De acordo com a gerente geral de Qualidade de Vida do SESI Amazonas, Nelsi Lunière, é possível diminuir de forma significativa esses gastos, com ações direcionadas à Segurança e Saúde no Trabalho (SST).

Para o médico do trabalho Gustavo Nicolai, o cenário é de insegurança para todas as empresas, em relação à saúde e segurança na indústria, que também passa por dificuldades. “É preciso abrir os olhos, pois SST se tornou um ponto estratégico para não ter prejuízo”, alertou o palestrante.

Segundo o especialista, quando um trabalhador sofre acidente, com ou sem afastamento previdenciário, a empresa está sujeita a uma tributação variável, de acordo com as leis em vigor do ano de 2010. Empresas que têm mais acidentes, mais afastamentos, pagam mais impostos, mais tributações mensais sobre a folha de pagamento, do que aquelas que têm menos afastamentos e melhores resultados.

Gustavo explica que hoje o empresário se depara com fatura de compras de Equipamentos de Proteção Individual (EPI), pessoal para manutenção de máquinas, contratação de técnicos em segurança, trocas de maquinários e se assustam com os custos “altos”, mas não visualizam que futuramente pode realmente ser um custo bem mais alto. “Os prejuízos gerados por acidente do trabalho giram em torno de R$ 15 a R$136 mil, dependendo da gravidade, quando há afastamento previdenciário”, frisa.

A ideia é inverter essa lógica, e mostrar ao empregador que não é custo, e sim investimento, com melhores resultados. A ferramenta “Construindo segurança e saúde”, completamente gratuita, vai mostrar ao empregador quanto custa investir em SST e mostra principalmente o prejuízo em não investir.

Para ajudar as empresas, o SESI, em parceria com a Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC), oferece a ferramenta “Construindo segurança e saúde”, no qual permite ao empregador melhor compreensão de se prevenir acidentes, além de apresentar informações sobre as normas que regem essas eventualidades. O simulador calcula os custos de acidentes e afastamentos de sua empresa, mostrando o quanto poderia ser economizado com a prevenção.

“Já estamos em funcionamento com a ferramenta há mais de dois anos, com levantamentos preliminares a serem divulgados pela CNI, de 271 empresas avaliadas, no qual foi detectado o valor médio por acidente de trabalho, R$ 9 mil reais, valor médio por afastamento acidentário previdenciário, R$ 51 mil, e valor médio por afastamento para fins de ação regressiva, R$ 21 mil”, disse o especialista.

Nos últimos três anos, o SESI vem realizando diversas mudanças para atender a demanda das empresas, entre elas a criação do Sistema de Gestão S5, um suporte informatizado para gestão em SST e Promoção da Saúde, com ações direcionadas ao absenteísmo, integração direta com o E-Social, previsto para entrar em vigor já em 2018, gestão da reabilitação do empregado e avaliação do impacto de investimento em SST e formação da saúde.

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