Em 2017, as empresas que receberam consultoria do Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (SENAI), por meio do programa Brasil Mais Produtivo, alcançaram um aumento médio de produtividade de 52,09% nas linhas de produção, segundo a Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial (ABDI). O programa já atendeu 3 mil empresas de todas as regiões do Brasil. Na nova etapa, que ocorre entre 2018 e 2019, serão atendidas mais 600 empresas.

O gerente-executivo de Política Industrial da CNI, João Emilio Gonçalves, explica que o objetivo das consultorias é introduzir técnicas da Indústria 4.0 a pequenas e médias empresas.

“O Brasil Mais Produtivo ataca a questão da gestão da produção, da produção enxuta, que é muito importante para criar estágios para a digitalização. O que a gente diz é que não adianta você digitalizar um processo ineficiente. Então, ter essa base da manufatura enxuta, que gera por si só um ganho de produtividade muito grande, é uma etapa importante que as empresas precisam passar.”

Segundo o especialista em finanças e tecnologia, Edemilson Paraná, além de levar as inovações tecnológicas até as empresas, é necessário reformular o sistema educacional brasileiro para capacitar os profissionais da indústria.

“Investir em desenvolvimento tecnológico, instituições de ensino e capacitação para essa força de trabalho, para que ela se adeque a esse novo ambiente, e possa, eventualmente, produzir novas soluções, inclusive novos produtos, que venham a produzir mais empregos, é uma condição fundamental.”

Priorizar políticas para a adoção das novas tecnologias e promover o desenvolvimento tecnológico no setor industrial, além de desenvolver estratégias para a formação e requalificação de profissionais, são algumas das propostas encaminhadas pela indústria aos candidatos à Presidência da República. As sugestões foram definidas a partir do estudo Indústria 4.0 e Digitalização da Economia e estão no documento Propostas da Indústria para as Eleições.

Reportagem, Aline Dias

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