As Principais Notícias do Estado do Amazonas estão aqui!

Empresas terceirizadas em débito com trabalhadores da saúde no Amazonas pode ter que se explicar na Assembleia Legislativa

Para por fim aos constantes atrasos de salários, a deputada estadual Alessandra Campêlo (MDB) defendeu a convocação das empresas terceirizadas em débito com trabalhadores da saúde no âmbito da Assembleia Legislativa do Amazonas. A proposta foi apresentada durante pronunciamento da parlamentar na sessão desta quarta-feira, 6 de novembro.

Em sua fala, Alessandra ressaltou que atual administração herdou um rombo bilionário na saúde e que isso se reflete atualmente na gestão financeira do sistema. Na avaliação da deputada, embora o Executivo reconheça as dívidas e se esforce para cumprir o cronograma de pagamento acertado anteriormente em reunião com as partes envolvidas na pauta, as empresas terceirizadas com contrato com a Susam não estão cumprindo os seus compromissos com os trabalhadores.

“O que tem acontecido é que o Estado cumpre a sua parte e as empresas não pagam a parte delas, então nós podemos convocar as empresas e não convidar. A Susam, toda a vez que a gente convida ou convoca eles estão aqui, mas a gente tem que trazer as empresas e elas têm que vir convocadas pelo Poder Legislativo”, disse Alessandra, acrescentando que a convocação aconteça via requerimento da Comissão da Saúde da ALEAM.

Solidária aos trabalhadores da saúde, Alessandra considera o problema grave e que necessita de uma solução urgentemente, condenando qualquer tentativa de uso político do problema. A deputada deixou em aberto também a possibilidade de ingressar com uma ação no Ministério Público de Trabalho (MPT), para que o pagamento do Governo do Estado às terceirizadas caia direto na conta dos trabalhadores e não das empresas.

“Outra proposta é ingressarmos com uma ação no Ministério Público do Trabalho, que precisa participar da reunião como convidado, para mediar a situação. Há dois anos fiz a mesma coisa com os terceirizados da Prefeitura de Manaus e no final das contas o MPT entrou na Justiça e conseguiu o bloqueio de todas as contas da empresa”, concluiu Alessandra.

você pode gostar também